Artilheiro histórico? Ultrapassou Gabigol? Veja raio-x das principais marcas de Pedro pelo Flamengo
Pedro fez o Fla-Flu do último domingo se tornar histórico. Ao marcar os dois gols da vitória rubro-negra por 2 a 1, o centroavante assumiu um novo lugar entre os grandes nomes do Flamengo. No início de sua sétima temporada no Ninho do Urubu, é agora o artilheiro do clube no século XXI, com 163 gols, além de outras marcas a comemorar.
Uma delas é o posto isolado de sexto maior artilheiro da história do rubro-negro. Agora, o camisa 9 começará a “perseguir” um seleto grupo de cinco nomes que inclui Zico, Dida e Romário. Quinto do ranking, o Baixinho marcou 204 vezes.
O atacante de 28 anos soma 203 participações em gols em 324 jogos, pois também serviu 40 assistências para os companheiros no período.
Desde que chegou ao Flamengo, no início de 2020, Pedro também ajuda o time a empilhar taças: são 12, considerando os torneios nos quais ele foi relacionado em uma partida no mínimo. Na campanha do título da Libertadores de 2022, foi até eleito o Rei da América. Não é à toa que o Maestro Júnior, recordista de jogos da história do rubro-negro (875), já eterniza o centroavante:
— Os números falam por si, há pouco para acrescentar. Um cara que chega a uma quantidade como essa tem um reconhecimento muito grande, pelos gols e conquistas. Não adianta ser artilheiro se o time não ganhar e for campeão. Ele deu uma contribuição absurda nesses últimos anos. Está no hall dos caras eternizados no clube — afirma o ex-jogador e comentarista da Rede Globo. — Ele sempre se declarou Flamengo, isso tem uma influência muito grande quando os torcedores vão olhar. Está ali além do trabalho, tem o lado sentimental.
O palco favorito de Pedro é o Maracanã, onde inclusive marcou dez de seus 11 gols nesta temporada — é o artilheiro disparado do elenco. Com 114 bolas na rede totais na carreira, ele é o quarto maior artilheiro da História do estádio, e o principal desde a reforma para a Copa do Mundo de 2014.
Comparação com Gabigol
Até o último fim de semana, Pedro estava empatado com Gabigol no número de gols pelo Flamengo. Eles jogaram juntos pelo clube entre 2020 e 2024, e tiveram seus momentos de altos e baixos. Porém, Júnior prefere não alimentar a concorrência histórica, mas sim lembrar do momento em que os dois melhor se completaram.
— Não tem a necessidade de ninguém passar ninguém. O mais legal foi com o Dorival (Júnior, na temporada de 2022), quando diziam que eles não podiam jogar juntos, mas mostraram que os dois coexistiam. Pessoalmente, não levo esse tipo de comparação em consideração. São importantíssimos, os dois têm o mesmo tamanho — frisa Júnior.
Gabigol e Pedro comemoram um gol do Flamengo contra o Juventude, pelo Brasileiro
Marcelo Cortes / Flamengo
O coração do torcedor se divide quando é pedido para escolher um ou o outro, e o que surge como unanimidade é o reconhecimento ao currículo de cada atacante. Mas a jornalista Clarissa Machado guarda boas lembranças do hoje atleta do Santos:
— Pedro é um jogador muito decisivo, que não tem medo de jogo grande e faz o principal: entrega gols e resultados. Tenho uma grande consideração por ele, acho que respeita muito a História do clube e tem uma identificação bem bonita com a torcida — diz a torcedora, antes de brincar: — É uma escolha de Sofia (risos). Os dois já têm o nome cravado na história do Flamengo e é indiscutível a grandiosidade do Pedro, mas o Gabigol tem uma cereja do bolo que ele ainda não viveu tanto: o poder de quebrar grandes jejuns do clube. O Flamengo estava há 38 anos sem ganhar uma Libertadores e é impossível pensar em 2019 sem pensar em Gabigol — lembra Clarissa.
O estudante Victor Castro Lima, por sua vez, vê espaço para Pedro ficar ainda maior na História do Flamengo — o atacante tem contrato até o fim de 2027.
— Pedro é um dos melhores jogadores desse Flamengo nos últimos 10 anos, sempre marcando gols decisivos, seja no Brasileirão ou na Libertadores. Ainda não considero ídolo máximo, pelos acontecimentos que tiveram ao longo da sua jornada, mas é um grande candidato a esse título — projeta Victor, antes de resgatar uma boa memória: — Meu gol favorito do "Queixada" foi no dia 9 de agosto de 2022, no Flamengo x Corinthians pela Libertadores. Vi ao vivo no Maracanã, e ainda nos sagramos campeões neste ano.
Já o engenheiro Sérgio Souto não faz distinção entre Pedro e Gabigol, e prefere exaltar seu maior ídolo:
— O Pedro é um centroavante completo. Já era gigante na história do Flamengo, e agora ainda mais. O Gabi terá sempre seu lugar reservado no coração dos rubro-negros. Sempre demonstrou muita raça e foi fundamental para várias conquistas — comenta o torcedor, antes de ponderar: — Meu artilheiro do coração será sempre o Zico, que vi jogar no Maracanã desde os tempos em que ele era do time juvenil do Flamengo. Será sempre o nosso eterno Rei Arthur, Galinho de Quintino!
Veja o raio-x de Pedro no Flamengo
Raio-X de Pedro no Flamengo
Arte/O Globo
