Escrevo este artigo porque acho importante dar uma resposta à família de Cláudio Rafael, aos mais de 600 mil entregadores que trabalham conosco todos os dias e à sociedade brasileira, que tem o direito de perguntar o que uma empresa faz quando pessoas ligadas a ela cometem um crime desse tamanho.
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Em primeiro lugar, minha mensagem à família de Cláudio: sinto muito.
Eu sei que nada que eu diga aqui vai ser suficiente para amenizar a dor de vocês.
Nosso compromisso com a segurança pública é de longa data e temos canais de diálogo permanente com as autoridades.
Desde que fomos procurados pela polícia do Rio de Janeiro, colaboramos fornecendo todos os dados necessários que permitiram identificar dois dos quatro homens envolvidos na agressão.
Eles foram banidos da plataforma.
E vamos colaborar até a última etapa do processo.
É importante dizer que todo entregador passa por checagem de antecedentes criminais antes de ser aceito.
Quem tem condenação por crimes violentos não entra.
Infelizmente, esse filtro jurídico não prevê o comportamento futuro das pessoas.
Agora, para os entregadores que estão e irão entrar na plataforma.
Vamos continuar trabalhando pela valorização e respeito dos entregadores e para que o seu trabalho seja visto como digno.
O que aconteceu em Copacabana não pode ser utilizado para estigmatizar, hostilizar e prejudicar vocês.
Por fim, o que devo à sociedade.
Nós já temos uma série de iniciativas para a construção de um país melhor: programas educacionais, ações sociais e políticas que regram a plataforma para todos.
Vamos continuar nossa colaboração com as autoridades e contribuir com o debate para a construção de políticas públicas que nos permitam viver e empreender em um país mais seguro, como, por exemplo, apoiando o 20º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
A nossa responsabilidade segue sendo definir, com clareza e sem exceção, o que não cabe dentro da plataforma.
Violência não cabe.
Não cabe contra cliente, contra restaurante, contra outro entregador ou contra uma pessoa que passa de bicicleta na rua.
Quem matou Cláudio Rafael não merece ser chamado de entregador.
Eram quatro homens que decidiram que a vida de outro ser humano valia menos que um objeto.
O Brasil que eu quero ajudar a construir não é esse.
A parte que cabe ao iFood nessa construção, eu assumo aqui, em público: manter a porta aberta para quem quer e pode trabalhar, e fechá-la, sem exceção, para quem escolhe a violência.
*CEO do iFood
Artigo: CEO do iFood diz que quem matou Cláudio Rafael não merece ser chamado de entregador
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