Artemis II decola e marca retorno de missões tripuladas à órbita da Lua; acompanhe ao vivo
Os quatro astronautas da missão Artemis II decolaram nesta quarta-feira (1º), a partir do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida.
Acompanhe ao vivo:
Antes do lançamento, técnicos atuavam para resolver uma falha no sistema de terminação de voo do foguete, mecanismo de segurança que permite interromper a missão em caso de desvio de trajetória. Depois, a NASA informou que o problema foi resolvido e deixou de ser um impedimento para a decolagem.
O voo marca o retorno das missões tripuladas ao entorno da Lua após mais de 50 anos. A tripulação não vai pousar no satélite, mas fará uma órbita ao redor, em um trajeto que deve levá-los mais longe da Terra do que qualquer outro ser humano na história, superando as distâncias alcançadas durante o programa Apollo.
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A missão tem duração prevista de dez dias e conta com quatro tripulantes: os americanos Reid Wiseman, Christina Koch e Victor Glover, além do canadense Jeremy Hansen. Pela primeira vez, uma mulher e um astronauta negro participam de uma missão em direção à Lua.
Os quatro astronautas da Artemis II, missão que vai levar a tripulação em um voo ao redor da Lua
Divulgação/Nasa
Missão mira base permanente na Lua
Segundo o especialista em astronáutica Pedro Pallotta, a Artemis II é um passo estratégico para os planos de longo prazo da NASA.
“A NASA está retomando essas missões lunares com o objetivo de ficar dessa vez, criar uma base permanente ao longo dos próximos anos e também testar os sistemas e a tripulação necessários para isso”, afirmou em entrevista ao Jornal da CBN.
A agência já prepara as próximas etapas do programa. A missão Artemis III, prevista para os próximos anos, deve levar astronautas de volta à superfície lunar, enquanto a Artemis IV, planejada para 2028, é considerada a mais decisiva nesse processo.
Missão histórica e preparação para o futuro
A Artemis II é considerada histórica não apenas pelo retorno à órbita lunar, mas também pela diversidade da tripulação e pelos testes que serão realizados ao longo do voo.
A missão servirá como base para futuras operações no satélite natural da Terra e integra o plano mais amplo da NASA de utilizar a Lua como ponto de apoio para missões tripuladas a Marte.
O lançamento ocorre após adiamentos causados por condições climáticas e ajustes técnicos, incluindo um vazamento identificado durante o abastecimento do foguete em tentativas anteriores.
