Argentinos que se conheceram na Antártica voltam ao continente gelado após 12 anos para se casar
Em 2014, Mara Virginia Schmid and Franco Paolo Ormaechea — uma cientista e um sargento — conheceram-se na base argentina na Antártica e se apaixonaram.
Doze anos depois, Mara e Franco retornaram à Antártica, com um objetivo nada científico: eles se casaram em cerimônia religiosa. Em 2017, eles já haviam se unido numa cerimônia civil. Mas faltava, segundo eles, os votos da fé. E eles tinham que ser no local onde haviam se conhecido, no "fim do mundo".
Franco havia solicitado nova transferência para a Base Esperanza. Finalmente, neste ano, o posto lhe foi oferecido. Doze anos depois do primeiro encontro, o casal retornou ao local onde sua história de amor começou.
Os desafios foram muitos. O padre, por exemplo, chegou à base graças a um navio quebra-gelo. Além disso, o clima também se mostrou excepcionalmente instável, e os funcionários da base tinham muitas outras obrigações a cumprir antes de "festejar".
"Em meio à atividade contínua, com recursos mobilizados e tarefas logísticas, a cerimônia foi vivenciada como um momento único, uma pausa carregada de emoção em meio à dinâmica da campanha", escreveu o Programa Antártico Mundial em um comunicado após o casamento.
Mara e Franco se casaram na Antártica
Divulgação/Comando Conjunto Antartico da Argentina
Mara e Franco se casaram na Antártica
Divulgação/Comando Conjunto Antartico da Argentina
No fim de março, os noivos se casaram na Capela Antártica de São Francisco de Assis, cercados por alguns amigos e suas duas filhas, Alma e Luna.
Após o "sim" diante do padre Gabriel Muñoz, Mara e Franco ofereceram uma singela recepção.
"A equipe da cozinha, que é incrível, fez um bolo de casamento espetacular de três andares", declarou o noivo, que tem duas filhas de outro casamento. Elas não foram à cerimônia.
A família ficará na base até dezembro. Ela vai morar no Forte Sargento Cabral, um assentamento civil permanente.
