Argentina que teve prisão decretada por injuria racial no Rio de Janeiro diz estar \'morrendo de medo\'

 

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A argentina Agostina Páez afirmou estar “morrendo de medo” após a Justiça do Rio decretar sua prisão preventiva por injúria racial e gestos racistas contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul da cidade. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela disse estar desesperada, alegou ter direitos violados e pediu ajuda.

“Estou desesperada, morrendo de medo, e faço este vídeo para que a situação que estou vivendo ganhe repercussão”, afirmou.

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Nesta quinta-feira (5), o Tribunal de Justiça do Rio determinou a prisão preventiva da advogada argentina, sob a alegação de risco de fuga. O magistrado responsável aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio e a tornou ré por crime de racismo. O processo corre em segredo de Justiça. No Brasil, a pena para essa tipificação varia de dois a cinco anos de prisão.

Agostina responde por injúria racial contra quatro funcionários de um bar em Ipanema. Antes da decisão, ela já havia sido proibida de deixar o país, teve o passaporte retido e passou a usar tornozeleira eletrônica.

De acordo com a ação penal, Agostina estava com duas amigas em um bar na Rua Vinícius de Moraes quando discordou dos valores da conta e chamou um funcionário do estabelecimento de “negro”, de forma ofensiva. Mesmo após ser advertida pela vítima de que a conduta configurava crime no Brasil, a denunciada se dirigiu à caixa do bar, chamou a funcionária de “mono”, termo espanhol para macaco, e fez gestos simulando o animal.

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Imagens anexadas ao processo indicam que, após sair do bar, Agostina voltou a proferir ofensas racistas. Na calçada em frente ao estabelecimento, ela repetiu gestos imitando macaco contra três funcionários.

Na denúncia, a Promotoria destacou que os relatos das vítimas foram corroborados por testemunhas, imagens do circuito interno de monitoramento do bar e outros registros. Segundo o MP, o conjunto de provas reunidas na investigação contraria a versão apresentada por Agostina de que os gestos teriam sido brincadeiras dirigidas às amigas.

A CBN não conseguiu contato com a defesa dela.