O governo da Argentina apresentou nesta terça-feira ao Congresso sua proposta de Orçamento para 2027, detalhando as projeções econômicas e as prioridades de gastos do presidente Javier Milei antes das eleições presidenciais do próximo ano. Leia também: Argentinos veem piora da economia sob Milei, apesar da estabilização Máquina de Milei nas mídias sociais começa a falhar na Argentina Argentina amplia ofensiva judicial contra empresas de exploração de petróleo nas Malvinas
Segundo o projeto, o governo prevê crescimento de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027, ante uma expansão esperada de 3% neste ano, e estima que a Argentina registrará superávit comercial superior a US$ 15 bilhões no próximo ano. Já a inflação anual é projetada em 18%, ante 29% neste ano.
A Argentina realizará eleições presidenciais em outubro de 2027, e a expectativa generalizada é que Milei tente a reeleição. O Orçamento deve ser o último plano fiscal do governo para um ano completo antes da votação e provavelmente servirá como um roteiro das prioridades econômicas e políticas às vésperas da campanha.
O projeto segue agora para a comissão de Orçamento e, posteriormente, para o plenário do Congresso. A Argentina já passou longos períodos sem um Orçamento aprovado, prorrogando o do ano anterior, alternativa adotada caso a proposta não consiga aprovação.
Milei já afirmou que a Argentina deveria aumentar os gastos com defesa como parte de um esforço mais amplo para fortalecer suas reivindicações de soberania sobre as Ilhas Malvinas.
O presidente direitista adotou uma postura mais dura em relação à reivindicação argentina sobre o arquipélago britânico após sinais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a tradicional neutralidade de Washington na disputa poderia ser flexibilizada.
Desde que assumiu o poder, no fim de 2023, Milei concentrou seu programa econômico em cortes de gastos e na eliminação do déficit fiscal por meio de medidas de austeridade que reduziram fortemente as despesas públicas, o que torna particularmente relevante qualquer proposta de aumento de gastos em áreas como defesa, segundo analistas.
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