Argentina deve fechar revisão do acordo de US$ 20 bi com FMI nesta semana

 

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A Argentina deve alcançar um acordo em nível técnico com o Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a segunda revisão de seu programa de US$ 20 bilhões nesta semana, segundo fointes ouvidas pela Bloomberg.

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O empréstimo de US$ 20 bilhões foi acertado em abril do ano passado. Uma primeira revisão dos termos do acordo já foi feita. Uma nova revisão se arrasta desde fevereiro, quando a equipe do FMI visitou Buenos Aires.

O ministro da Economia, Luis Caputo, chega a Washington nesta semana para as reuniões do FMI que acontecem na primavera do Hemisfério Norte, marcando aproximadamente o primeiro aniversário desde que o governo do presidente Javier Milei iniciou o programa.

Se aprovado pelo conselho executivo do FMI, a Argentina receberia um desembolso de US$ 1 bilhão. O país começa a pagar o principal em setembro, referente ao seu acordo anterior com o credor.

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O escritório de imprensa do FMI e o Ministério da Economia da Argentina não fizeram comentários até a publicação da matéria.

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Uma questão-chave ao longo deste programa e dos anteriores tem sido a dificuldade da Argentina em acumular reservas internacionais no banco central, um requisito fundamental. Pouco depois do início do programa, o governo de Javier Milei teve de solicitar uma dispensa por não cumprir a meta do FMI de acumulação de reservas — um ponto que os investidores estrangeiros acompanham de perto.

Por ora, Milei optou por não retornar aos mercados internacionais, o que significa que seu governo frequentemente recorre às reservas do banco central quando precisa pagar uma instituição multilateral ou títulos soberanos.

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A autoridade monetária começou a comprar reservas diariamente em janeiro e vem acelerando significativamente esse ritmo nos últimos dias, impulsionada pela colheita agrícola argentina, uma importante fonte de entrada de moeda forte. A questão em aberto é se conseguirá não apenas comprar, mas também acumular reservas, enquanto o governo adia o retorno aos mercados.