‘Arco de Trump’: versão americana de monumento ganha nome oficial e avança em meio a críticas nos EUA
Um monumento apelidado informalmente de “Arco de Trump” ganhou nome oficial nesta semana e segue avançando em meio a controvérsias nos Estados Unidos. A estrutura, agora chamada de “Arco Triunfal dos Estados Unidos”, foi anunciada pela Casa Branca como parte das celebrações dos 250 anos da independência americana.
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A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, revelou o nome na quarta-feira (15), destacando o simbolismo do projeto. “Em homenagem a essa ocasião histórica, o presidente Trump e o Departamento do Interior apresentarão planos para o Arco Triunfal dos Estados Unidos”, afirmou a porta-voz a jornalistas.
O projeto, idealizado pelo presidente Donald Trump, também deu um passo importante na quinta-feira, ao receber aprovação preliminar de um painel formado por aliados do governo. A decisão foi tomada apesar de forte oposição pública e de grupos de preservação histórica.
Trump levanta molde arco do triunfo
Reprodução
Com cerca de 76 metros de altura, o monumento, se aprovado em definitivo, será mais alto que o Capitólio dos Estados Unidos e o Lincoln Memorial. O projeto prevê ainda uma estátua dourada semelhante à Estátua da Liberdade, com tocha e coroa, além de inscrições como “Uma Nação Sob Deus”, águias no topo e quatro leões dourados na base.
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Apesar do avanço, o projeto enfrenta resistência significativa. Durante o período de consulta pública conduzido pela Comissão de Belas Artes, cerca de mil comentários foram registrados — todos contrários à proposta, segundo o secretário do órgão, Thomas Luebke.
Uma das principais preocupações levantadas por críticos é a possível instalação do arco entre o Lincoln Memorial e o Cemitério Nacional de Arlington, área considerada sensível do ponto de vista histórico e simbólico.
Ainda assim, o projeto segue em tramitação, com nova reunião prevista para discutir ajustes. A proposta já foi formalmente submetida à comissão e inclui plantas detalhadas divulgadas pela administração.
Em publicação nas redes sociais, Trump defendeu a iniciativa. “Será o MAIOR e MAIS BONITO Arco Triunfal, em qualquer lugar do mundo. Será uma adição maravilhosa à área de Washington DC para todos os americanos desfrutarem por muitas décadas”, escreveu.
O financiamento também gera debate. De acordo com um plano de gastos do governo, contribuintes americanos ajudarão a custear a obra. O National Endowment for the Humanities destinará US$ 2 milhões (aproximadamente R$ 9 milhões) em fundos especiais e outros US$ 13 milhões (aproximadamente R$ 64 milhões) em recursos de contrapartida.
O arco faz parte de uma série de mudanças promovidas por Trump na capital americana. Entre elas estão a construção de um novo salão de eventos na Casa Branca, reformas internas e a reestruturação do Kennedy Center, que será fechado por dois anos para obras e passou a incluir o nome do presidente.
Outro projeto em andamento é o “Jardim Nacional de Heróis Americanos”, um novo monumento planejado para Washington.
Segundo a Casa Branca, o arco terá função simbólica. Em nota, o porta-voz Davis Ingle afirmou que o monumento servirá “como um lembrete visual dos nobres sacrifícios feitos por tantos heróis americanos ao longo de nossos 250 anos de história para que possamos desfrutar das liberdades hoje”.
A iniciativa, no entanto, enfrenta desafios legais, com ações judiciais movidas por grupos de preservação histórica que buscam barrar as mudanças propostas para a capital americana.
