Durante a principal missa do Dia de Nossa Senhora Aparecida, o arcebispo Dom Mário Antônio da Silva afirmou que o Evangelho não autoriza católicos a odiar ou entrar em guerra com quem pensa diferente. Sem citar diretamente a política, o sucessor de Dom Orlando Brandes fez a primeira homilia dele no dia dedicado à padroeira do Brasil. Depois da celebração, o religioso disse não temer a influência política na religião. Ele comentou a polêmica instalada na campanha eleitoral envolvendo o título de padroeira dedicado a Nossa Senhora Aparecida. O vice-presidente Geraldo Alckmin também comentou o assunto. Ele esteve no Santuário Nacional nesta segunda-feira. Questionado sobre o uso político da fakenews que atribuiu essa intenção a Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, ele defendeu a liberdade religiosa. Alckmin participa anualmente da missa. Ele foi aplaudido a cada menção feita pelo arcebispo dentro da basílica. Também estavam presentes na celebração o ministro da Saúde, Alexandre Padilha; o presidente do PSD, Gilberto Kassab; e a deputada federal Tabata Amaral. Na saída da igreja, fiéis e apoiadores do presidente Lula receberam Alckmin com gritos a favor do governo. O vice-presidente enxergou a manifestação como reflexo do ato pró-Lula de domingo, ocorrido na Avenida Paulista, na capital. Ele afirmou que há uma 'virada nas urnas'. Pesquisas eleitorais, no entanto, ainda não projetaram essa percepção do vice-presidente. Cerca de meio milhão de fiéis passaram pelo Santuário Nacional ao longo do dia. Dom Mário Antônio pediu orações pelo papa Leão 14, que anunciou no fim de semana uma cirurgia para retirar um nódulo do pulmão.
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Arcebispo de Aparecida cita política e afirma que Evangelho não autoriza católicos a odiar quem pensa diferente
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