Arábia Saudita e Houthis trocam ataques pelo Estreito de Bab el-Mandeb, que contorna Ormuz; rebeldes saem à frente por controle de rota do petróleo

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Sauditas e os rebeldes Houthis, grupo apoiado pelo Irã contra o governo do Iêmen, já trocam ataques pelo controle do Estreito de Bab el-Mandeb na manhã deste domingo (13), informou a rede de televisão catari Al Jazeera. O estreito é uma rota estratégica para o escoamento do petróleo da Arábia Saudita para o Mediterrâneo e principal alternativa comercial no Oriente Médio a Ormuz, hoje fechado pelos iranianos. Os rebeldes iemenitas reconhecem a importância do corredor marítimo para os árabes, aliados dos EUA, e saíram à frente na ofensiva. Houthis tomam ilha Hanish e Ilha de Perim, no Estreito de Bab el-Mandeb Arte/O GLOBO A ilha de Mayun ou Perim encontra-se sobre domínio dos Houthis, que também apreenderam milhões de dólares em equipamento militar americano na tomada do território, solidificando seu controle no estreito. Eles dizem ter expulsado forças sauditas de uma área de 5.400 quilômetros, no entanto, são as mudanças no tráfego de Bab el-Mandeb sua conquista mais expressiva. A circulação de petroleiros continuaria ocorrendo normalmente na região, também segundo a Al Jazeera, exceto para os navios sauditas. Estes tem sido bloqueados pelos Houthis, que já controlariam totalmente Bab el-Mandeb. A versão saudita é diferente, contudo: a de que teriam fechado o estreito como "precaução" após os ataques.

Da Casa Branca, Donald Trump falou a repórteres no fim do sábado e garantiu que são os Houthis que estão deixando boa parte das embarcações passarem, segundo a Associated Press. Os rebeldes também teriam ligado para Washington e conversado com o presidente Trump, a quem pediram para não intervir no conflito contra o governo oficial do Iêmen, revelou o mandatário americano que ainda disse acreditar que o Irã está envolvido neste conflito. Escalada no conflito já deixa feridos; mesquita ficou parcialmente destruída A Defesa Civil saudita afirmou que um ataque dos Houthis na região de Jazan, no sul do país, deixou dois feridos. Uma mesquita e diversos prédios ao redor foram parcialmente destruídos. Diversos veículos também foram danificados por um projétil não-especificado na província de al-Tuwal. Ainda à Al-Jazeera, um porta-voz do órgão saudita classificou a decisão de tornar civis alvos dos ataques como uma "violação flagrante das leis humanitárias internacionais" e esclareceu que procedimentos de emergência foram implementados. Já as forças rebeldes alegaram que o alvo e seu ataque era, na verdade, a base militar saudita em Sarurah, no sul da província de Najran. As ofensivas tem sido realizadas com drones e mísseis nos últimos dias. Um alerta também chegou a ser emitido para moradores da província de Khamis Mushait, mas acabou suspenso mais tarde, com as autoridades informando que o perigo havia passado. Esta semana, ataques dos Houthis a estruturas civis e econômicas dos sauditas nas cidades de Abha, Khamis Mushait, Jazan e Najran já deixaram 73 feridos, incluindo mulheres e crianças. Os conflitos ainda em território iemenita já deixaram mais de 500 mortos e quase 50 mil desabrigados, estima a ONU. Iraque detectou drone de ataque aos sauditas em seu território Forças de Segurança do Iraque apreenderam em seu território uma plataforma de lançamento de drones que teria sido utilizada no ataque ao Estreito de Bab el-Mandeb, na Arábia Saudita. Ela estaria situada na província de Maysan, no sudeste iraquiano, perto da fronteira com o Irã. Através de um comunicado à agência estatal INA no sábado (12), o tenente-general Saad Maan, líder da Célula de Mídia da Segurança do Iraque, afirmou que agentes de inteligência e uma força-tarefa de segurança rastrearam o equipamento. Especialistas forenses e técnicos iraquianos trabalham para identificar quem seriam os envolvidos nos ataques. No entanto, segundo Maan, o comandente-chefe das forças iraquianas teria aprovado um pedido do Irã para se juntar à investigação e revisar as descobertas. Bagdá também se comprometeu a manter o canal de comunicação com Riade aberto e compartilhar informações de inteligência. "O Iraque adota o princípio de 'soberania preventiva', o que quer dizer não apenas prevenir ataques ao nosso território, mas também não permitir que nossa terra seja plataforma de lançamento contra qualquer outro país, ou que o Iraque seja parte de uma guerra por procuração", explicou Maan à INA. A Arábia Saudita alega não ter retaliado ao ataque até o momento; a decisão atenderia a um pedido de Bagdá. Sabah al-Human, porta-voz do Exército do Iraque, afirmou no sábado (12) que as forças de segurança e inteligência do país conduzem operações para prender os envolvidos. Devido ao achado, o Iraque fechou temporariamente três de suas fronteiras com o Irã — que apoia os Houthis. Elas passam por inspeções de segurança e só foram parcialmente reabertas até agora para o tráfico humanitário.

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