Arábia Saudita chama tentativa de ataque a Meca de ‘linha vermelha’; houthis negam autoria

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Fonte da notícia: Valor Valor

A Arábia Saudita acusou nesta quarta-feira os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, de tentarem atacar Meca, a cidade mais sagrada do Islã. Segundo Riad, o episódio, que foi condenado por vários países do Golfo, representa uma “linha vermelha” no contexto da nova frente da guerra no Oriente Médio. A milícia xiita negou ter lançado o ataque. Leia também: Arábia Saudita intensifica ataques contra houthis, que consolidam avanço no Iêmen Guerra ao Irã já custou US$ 38 bilhões aos EUA

O reino saudita disse ter interceptado e destruído um drone antes que ele entrasse no espaço aéreo de Meca, onde teria nascido o profeta Maomé, a cerca de 1.100 quilômetros da fronteira com o Iêmen.

A escalada figura ainda como o primeiro teste de um novo pacto de defesa entre Arábia Saudita, Turquia, ambos países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), e Paquistão, uma potência nuclear. Autoridades turcas e paquistanesas disseram à Associated Press que Riad não solicitou ajuda para responder aos houthis.

O paquistão e a Organização para a Cooperação Islâmica, que representa mais de 57 países muçulmanos, condenaram o episódio, afirmando que a tentativa viola a “santidade dos locais sagrados”. De acordo com o coronel Turki al-Maliki, porta-voz da coalizão militar liderada pela Arábia Saudita que combate os rebeldes houthis, esta foi a segunda tentativa de ataque contra Meca. O primeiro ocorreu em 2017, envolvendo um míssil balístico.

A mais recente pressão sobre os sauditas ocorre também no setor de energia. Um importante oleoduto do reino está paralisado após um ataque atribuído a milícias apoiadas pelo Irã no Iraque, enquanto os houthis atacam a infraestrutura saudita e embarcações no Mar Vermelho e ampliam sua presença no Estreito de Bab el-Mandeb. Ao mesmo tempo, ataques iranianos continuam afetando a navegação pelo Estreito de Ormuz.

Os Estados Unidos de Donald Trump, que vendem bilhões de dólares em armamentos à Arábia Saudita, não deram sinais até o momento de que pretendem entrar diretamente nos combates. No sábado, o chefe da Casa Branca disse que os houthis entraram em contato com Washington e não querem enfrentar os EUA. “Os houthis nos ligaram e não querem lutar conosco”, afirmou Trump.

O vice-presidente J.D. Vance, por sua vez, disse que o governo americano mantém conversas tanto com os sauditas quanto com o grupo iemenita.

Principal diplomata do Irã visita a China O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, pediu tanto a Washington quanto a Teerã que exerçam moderação e reabram o Estreito de Ormuz o mais rápido possível. O pedido foi feito durante a visita do principal diplomata iraniano, Abbas Araghchi, ao país asiático, que é o maior comprador de petróleo da República Islâmica. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reúne-se com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, em Pequim Ministério das Relações Exteriores do Irã/WANA (West Asia News Agency)/Divulgação via REUTERS

Embora o fluxo pela via marítima, considerada crucial para o abastecimento global de petróleo e gás natural, tenha apresentado alguma recuperação, para uma média estimada entre 5 milhões e 7 milhões de barris por dia, ele permanece em menos da metade do nível anterior ao início da guerra, em 28 de fevereiro.

O chanceler chinês ainda manifestou preocupação com a expansão dos combates para o Iêmen e o Mar Vermelho. Pequim tem evitado um envolvimento direto no conflito do Oriente Médio, mas o presidente Xi Jinping voltou a oferecer ajuda para encerrá-lo durante a cúpula do Brics em Nova Délhi no último fim de semana.

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