A Arábia Saudita anunciou nesta quinta-feira plano para uma coalizão de defesa marítima multinacional para proteger a navegação e as rotas de suprimento de energia na região do Mar Vermelho após os houthis, grupo aliado ao Irã no Iêmen, terem bloqueado um dos corredores de comércio mais movimentados do mundo.
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O Ministério de Defesa da Arábia Saudita disse que representantes de 43 países e da União Europeia participaram de uma reunião em que se discutiu a proposta de coalizão, que teria o reino no papel de fundador, líder e sede do grupo.
O ministério afirma que a ação conjunta fortaleceria a segurança marítima e a liberdade de navegação, bem como as rotas de comércio, essenciais à oferta de energia — além de proteger interesses marítimos compartilhados no Estreito de Bab el-Mandeb e no Golfo de Aden.
O ministério disse também que 14 países, entre os quais Turquia, Paquistão, Egito, Sudão e Djibuti, emitiram um comunicado conjunto em que apoiam a proposta de coalizão.
Entre os seis países do Golfo, Omã e Emirados Árabes Unidos não aparecem entre os que apoiam o comunicado.
O anúncio foi feito no dia seguinte à ideia de coalizão ter sido antecipada por duas fontes ouvidas pela Reuters, próximas às discussões.
Em 20 de julho, os houthis disseram que iniciariam um bloqueio naval à Arábia Saudita no Mar Vermelho.
E, desde então, assumiram responsabilidade por ataques a navios ligados ao país, o que resultou em bombardeio saudita ao grupo, no porto de Hodeidah, no Iêmen.
