A primeira parcial do 2º turno entre brasileiros no exterior, ainda restrita à Ásia e à Oceania, dá vantagem ao senador Flávio Bolsonaro: 32.137 votos contra 13.490 do presidente Lula nos boletins já publicados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por volta das 11h de Brasília deste domingo (25) — 70,4% a 29,6%.
A leitura tem prazo de validade curto. A Europa, a África e as Américas apuram depois, por causa do fuso, e são blocos que votaram de jeitos diferentes em 2022: a Europa majoritariamente com Lula, os Estados Unidos com Jair Bolsonaro.
No Japão, maior colégio da Ásia O Japão concentra quase todo o eleitorado já apurado: 35.636 votos nas seções de Hamamatsu, Nagóia e Tóquio, com 80,1% para Flávio Bolsonaro (28.538) e 19,9% para Lula (7.098).
Frente a 2022, porém, o placar do Japão anda para o Lula. Há quatro anos, Jair Bolsonaro levou 83,6% dos válidos japoneses contra 16,4% do petista; agora a vantagem bolsonarista encolheu de 67 para 60 pontos percentuais.
Quem cresceu mais Em comparação com o 1º turno, em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro foi quem mais somou no Japão: saltou de 71,8% para 80,1% dos válidos (+8,3 pontos), contra 19,9% de Lula, que subiu de 15,3% (+4,6 pontos) — efeito da redistribuição dos votos dos derrotados no duelo.
Nos demais países já apurados, Lula vence: Austrália (63,5% a 36,5%), Nova Zelândia (80,5%) e Coreia do Sul (64,3%). Na China, os boletins somam 375 votos de Lula contra 134 de Flávio.
A régua de 2022 e o que falta No 1º turno deste ano, o conjunto do exterior fechou com 47,6% para Lula e 43,5% para Flávio Bolsonaro.
A comparação direta com o 2º turno de 2022 só fecha quando a Europa e as Américas entrarem na conta — e é ali que a parcial atual pode virar. A totalização oficial do TSE começa após o fechamento das urnas no Brasil, às 17h.
As parciais podem ser acompanhadas no portal de resultados do tribunal.
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