Aprovação de Trump sobe após mínima recorde, mas cenário piora para republicanos, diz pesquisa

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Fonte da notícia: Globo Globo

O índice de aprovação do presidente Donald Trump subiu após atingir uma mínima recorde, enquanto os americanos demonstraram apoio crescente à possibilidade de os democratas conquistarem o controle do Congresso dos Estados Unidos, segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda-feira. O levantamento foi realizado nos dias seguintes à primeira convenção de meio de mandato da história do Partido Republicano, na semana passada. Leia também: Democratas ameaçam domínio republicano no crucial Estado do Texas No Texas, Trump diz que quem não votar nos republicanos ‘vai para o inferno’ Restrições de Trump ao voto pelo correio são bloqueadas por segundo juiz

A pesquisa, produzida ao longo de quatro dias, mostrou que 63% dos americanos — incluindo quatro em cada dez republicanos e nove em cada dez democratas — desaprovam a proposta feita por Trump em seu discurso na convenção de garantir a todos os americanos um pagamento de US$ 5 mil caso os republicanos mantenham o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato de novembro.

A pesquisa ouviu 1.143 americanos em todo o país e tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Cerca de 35% dos americanos aprovam o desempenho de Trump na Casa Branca, ante 33% em um levantamento Reuters/Ipsos realizado entre 28 e 31 de agosto, quando o índice atingiu o nível mais baixo de sua carreira política.

A popularidade de Trump caiu desde que ele iniciou uma guerra contra o Irã em fevereiro, conflito que prejudicou o transporte de petróleo do Oriente Médio e levou os preços dos combustíveis para perto de níveis recordes, pressionando o orçamento das famílias americanas. Desde o início da guerra, os republicanos de Trump também perderam parte do apoio e, nas últimas semanas, deixaram de ter a vantagem que mantinham havia muito tempo como o partido considerado mais capaz de conduzir a política econômica.

Questionados sobre em qual partido votariam se as eleições para o Congresso fossem realizadas hoje, no que é conhecido como pesquisa de “voto genérico”, 44% escolheram os democratas e 37%, os republicanos. A diferença de sete pontos percentuais foi a maior desde que Trump voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025. Para os republicanos, a perda do controle de qualquer uma das duas Casas do Congresso poderia dificultar a implementação da agenda de Trump nos dois últimos anos de seu mandato.

Pesquisas de voto genérico são levantamentos nacionais que oferecem uma visão geral sobre qual partido os entrevistados preferem que controle o Congresso. Embora indiquem o sentimento da opinião pública em âmbito nacional, elas não captam todas as particularidades das disputas em cada Estado e distrito que determinam o controle do Senado e da Câmara dos Deputados, eleições nas quais os republicanos têm algumas vantagens estruturais.

Os eleitores também apontaram os democratas como mais capazes do que os republicanos de conduzir a economia, por 38% a 37%. Os democratas conquistaram essa vantagem ao longo do verão americano pela primeira vez em cerca de uma década. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala com a imprensa no aeroporto de Shannon, na Irlanda, em 13 de setembro de 2026 REUTERS/Kylie Cooper

Os projetos de construção de Trump na capital americana — incluindo um salão de baile para a Casa Branca — provocaram forte divisão e foram avaliados principalmente de acordo com as preferências partidárias. Entre os democratas ouvidos, 91% disseram se opor aos projetos, em comparação com um em cada quatro republicanos.

Cerca de dois terços dos americanos, incluindo metade dos republicanos, consideram os projetos de construção uma prioridade baixa.

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