Apple supera estimativas de vendas após iPhone e Mac impulsionarem crescimento
A gigante americana Apple reportou receita no segundo trimestre fiscal acima das estimativas dos analistas, impulsionada pela demanda pelos smartphones iPhone e a linha de computadores Mac.
A receita saltou 17%, para US$ 111,2 bilhões no período encerrado em 28 de março, informou a empresa em comunicado divulgado na quinta-feira. O número ficou acima das estimativas. Analistas esperavam US$ 109,7 bilhões. A própria Apple havia projetado crescimento de vendas entre 13% e 16%.
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A companhia vem se beneficiando de uma série de novos produtos lançados em março, incluindo o MacBook Neo, o iPhone 17e, versões atualizadas do iPad Air e um novo MacBook Pro. O Neo, de US$ 599 — a primeira grande investida da Apple em laptops de baixo custo — tem sido particularmente popular e continua esgotado em vários varejistas.
Os números mais recentes ampliam uma retomada nas vendas que já havia batido recordes no trimestre de fim de ano, quando a receita cresceu 16%.
Os resultados também indicam que o novo diretor-executivo, John Ternus, que assumirá o cargo de Tim Cook, terá uma base sólida quando tomar posse em setembro. Cook, que lidera a empresa há 15 anos, permanecerá na Apple como presidente do conselho executivo.
As ações da Apple subiram cerca de 1% nas negociações no pós-mercado após o anúncio. O papel acumulava queda inferior a 1% no ano, ficando atrás da alta de 5,3% do índice S&P 500. No pregão regular, as ações da Maçã subiram 0,44%, cotadas a US$ 271,35.
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As fortes vendas sugerem que a Apple está lidando relativamente bem com a escassez de chips de memória e outros componentes, ao menos por enquanto.
A falta desses insumos tem afetado toda a indústria de tecnologia, forçando empresas a elevar preços e reduzir a produção. A Apple não ficou totalmente imune: as restrições contribuíram para atrasos nas entregas de computadores como o Mac mini, e a companhia aumentou os preços de alguns laptops.
Além de lidar com os desafios da cadeia de suprimentos, John Ternus terá a tarefa de reverter o desempenho da Apple Inc. em inteligência artificial. A gigante de tecnologia está tendo dificuldades para acompanhar seus rivais do Vale do Silício nessa área e adiou recursos importantes, incluindo uma versão reformulada da assistente de voz Siri.
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