Apple pode pagar até R$ 467 a donos de iPhone em acordo bilionário sobre Siri; saiba se você é elegível
A Apple poderá desembolsar até US$ 250 milhões — cerca de R$ 1,23 bilhão na cotação atual — para encerrar um processo coletivo que acusa a empresa de propaganda enganosa envolvendo recursos de inteligência artificial da assistente virtual Siri.
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Segundo documentos apresentados na Justiça Federal do Distrito Norte da Califórnia, consumidores afirmam que a empresa promoveu “recursos aprimorados da Siri” que ainda não estavam disponíveis, influenciando usuários a comprarem modelos mais recentes de iPhone com base em funcionalidades inexistentes.
De acordo com a emissora americana CBS News, o acordo proposto prevê pagamentos para proprietários de iPhone 16, iPhone 15 Pro e iPhone 15 Pro Max adquiridos entre 10 de junho de 2024 e 29 de março de 2025. De acordo com o processo, aproximadamente 37 milhões de usuários podem ser elegíveis para receber compensações financeiras.
Inicialmente, o pagamento previsto é de US$ 25 por dispositivo — cerca de R$ 123. Dependendo da quantidade de pedidos aprovados e de outros fatores definidos judicialmente, o valor poderá subir para até US$ 95 por aparelho, o equivalente a aproximadamente R$ 467.
Em comunicado enviado à CBS News, a Apple afirmou que decidiu encerrar o caso para manter o foco no desenvolvimento de novos produtos.
— A Apple chegou a um acordo para resolver as reivindicações relacionadas à disponibilidade de dois recursos adicionais. Resolvemos essa questão para continuarmos focados em fazer o que fazemos de melhor: oferecer os produtos e serviços mais inovadores aos nossos usuários — declarou a empresa.
Os detalhes para solicitação da indenização ainda não foram divulgados oficialmente. O escritório de advocacia responsável pela ação informou que um site específico será lançado nas próximas semanas com informações sobre elegibilidade, prazos e envio dos pedidos.
Segundo os autos, consumidores elegíveis deverão ser notificados por e-mail ou correspondência física. A divulgação também contará com campanhas nas redes sociais e canais digitais. Caso seja aprovado pela Justiça, o acordo poderá entrar para a lista dos maiores já firmados pela Apple em ações coletivas nos Estados Unidos.
