Apple lidera ranking de marcas mais roubadas em São Paulo; em média iPhones foram alvo de ladrões 58 vezes por dia

 

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A Apple lidera o ranking das marcas de celulares mais roubadas em São Paulo em 2025, segundo dados exclusivos da ferramenta interativa Mapa do Crime, do GLOBO. Ao todo, foram 21.320 ocorrências envolvendo iPhones registradas no ano passado, o equivalente a uma média de 58 aparelhos roubados por dia ao longo do período.

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O levantamento mostra ainda que cinco vias concentram o maior número de casos envolvendo dispositivos da marca. A Avenida do Estado, importante ligação entre o Centro da capital e o Grande ABC, aparece no topo da lista, com 162 ocorrências. Em seguida vêm a Rua Augusta, eixo entre o Centro e os Jardins, com 148 casos, e a Rua da Consolação, que conecta o Centro à Avenida Paulista, com 125 registros.

Na sequência, aparecem a Avenida Presidente Castelo Branco, importante corredor de saída da capital para o interior, com 111 ocorrências, e a Rua Mourato Coelho, entre Pinheiros e Vila Madalena, com 88 casos registrados.

No recorte por delegacias, o 14ª DP (Pinheiros), na Zona Oeste, lidera o ranking, com 1.413 registros no último ano. Na sequência, aparecem o 47ª DP (Capão Redondo), na Zona Sul, com 992 ocorrências, e o 37ª DP (Campo Limpo), também na Zona Sul, com 820 casos. Fecham a lista o 23ª DP (Perdizes), na Zona Oeste, com 701 registros, e o 92ª DP (Parque Santo Antônio), na Zona Sul, com 651 ocorrências.

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O que é o Mapa do Crime de São Paulo?

O Mapa do Crime de São Paulo foi produzido a partir de microdados de 330 mil boletins de ocorrência disponibilizados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) do estado. Ao contrário do Rio, São Paulo torna públicas as coordenadas e os nomes das ruas das ocorrências. O levantamento cobre roubos ocorridos entre 2023 e 2025. Diferentemente do governo paulista, O GLOBO usou a data do fato — e não a do registro na polícia. Assim, um roubo ocorrido em 31 de dezembro e registrado no dia seguinte é contabilizado no ano correto. Erros de grafia e inconsistências nos dados foram corrigidos com auxílio de inteligência artificial.

Disponível no site do jornal, com acesso pelo computador, celular ou tablet, a ferramenta permite navegar por uma compilação inédita de dados de roubos na capital, com filtros sobre tipos, marcas e cores dos bens subtraídos.

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Para usá-la, busque o endereço da sua casa, do trabalho ou de qualquer outro ponto da cidade e escolha um dos quatro tipos de crime disponíveis: roubo de celular, de carro, de moto e de rua — esse último inclui carteiras, colares, alianças e relógios levados de pedestres. Cada ponto no mapa corresponde a uma ocorrência e, ao ser clicado, mostra detalhes do crime e dados sobre a rua: total de casos em 2025, série histórica dos últimos três anos, bens mais roubados ali e um mapa de calor com horários e dias de maior incidência. Também é possível refinar as buscas por tipo, marca e cor do bem roubado — para descobrir, por exemplo, quantos HB20 brancos foram roubados em determinada via — ou navegar por um ranking de ruas.

*Estagiária sob supervisão de Rafael Soares