Apple lança novo AirTag e frustra expectativas, mas mantém o mesmo preço. Veja análise
O novo AirTag de segunda geração da Apple é basicamente uma repetição levemente melhorada do original. Ele também custa o mesmo preço: US$ 29 (R$153) por um rastreador individual ou US$ 99 (R$520) por um pacote com quatro.
Quem fizer o upgrade pode esperar um alcance sem fio um pouco maior, um som mais alto e a capacidade de localizar com precisão um objeto usando o Apple Watch — sem precisar do iPhone.
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Considerando que o original foi lançado há quase cinco anos, alguns fãs da Apple e entusiastas de tecnologia talvez esperassem mais. Mas, depois de alguns dias de testes, o AirTag atualizado não mudou a forma de como e onde eu uso o rastreador da Apple. E acho que esse é exatamente o ponto.
O AirTag é um daqueles raros produtos da Apple em que você não deveria pensar. Como um dos primeiros a adotar o dispositivo original de US$ 29, mantive o pequeno rastreador circular no meu chaveiro, escondido na mochila e guardado no estojo da minha guitarra.
E, durante a maior parte desse tempo, o AirTag cumpriu seu papel de forma confiável (e sem drama), enviando continuamente sinais para iPhones, Macs e outros dispositivos próximos da vasta rede Buscar da Apple para informar sua localização.
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Essa localização quase sempre está exatamente onde eu espero que esteja. Mas, como alguém com um histórico infeliz de perder carteiras e chaves, considero o AirTag inestimável em várias ocasiões. A melhor maneira de identificar o AirTag de segunda geração é procurar o texto em letras maiúsculas na parte traseira.
O AirTag está lá quando preciso dele, mesmo que isso raramente aconteça, consumindo lentamente sua autonomia de um ano até que a bateria tipo moeda CR2032 precise ser substituída.
O maior avanço do novo dispositivo é o aumento do volume — um ganho de 50%, segundo a Apple. Enquanto às vezes eu tinha dificuldade para ouvir o som do AirTag original em um restaurante cheio ou em uma rua movimentada, este modelo se destaca claramente nesses ambientes. Se alguém colocasse secretamente um rastreador da Apple em mim com más intenções, o som mais alto facilitaria localizá-lo e desativá-lo. (Assim como os iPhones, os celulares Android agora alertam os usuários se um AirTag desconhecido estiver se movendo junto com eles.)
A melhor maneira de identificar o AirTag de segunda geração é procurar por texto em letras maiúsculas na parte de trás
Chris Welch/Bloomberg
Fora isso, pouca coisa mudou na forma como uso um AirTag no dia a dia, e a experiência de software no app Buscar da Apple é a mesma nas duas gerações. O hardware da nova versão é praticamente idêntico ao original, incluindo a parte traseira de aço inoxidável polido, que atrai riscos e marcas. A melhor forma de diferenciá-los fisicamente é procurar o texto em letras maiúsculas na parte de trás do modelo atualizado.
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Por dentro, um novo recurso é a possibilidade de usar a Busca Precisa — aquela função em que setas na tela guiam você até a localização exata do AirTag — diretamente no Apple Watch. Não preciso mais passar pela etapa intermediária de encontrar meu iPhone só para localizar outro objeto. Assim, se eu sair para uma caminhada sem o telefone e acabar perdendo as chaves, o relógio pode me levar direto até elas.
As melhorias no alcance do AirTag de segunda geração foram menos perceptíveis. Por outro lado, moro em uma cidade densa, onde dispositivos da Apple estão sempre por perto, então isso nunca foi um problema. O rastreador ainda não tem GPS nem rastreamento sob demanda, portanto, se você estiver em áreas rurais ou no meio da natureza, um AirTag não será nem de perto tão útil quanto é para quem vive na cidade.
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Essas limitações de conectividade talvez sejam um dos motivos pelos quais a Apple insiste que o AirTag foi “projetado exclusivamente para rastrear objetos, e não pessoas ou animais de estimação”. Rastreadores com GPS são mais adequados para esses cenários, mas geralmente são mais caros e podem exigir uma assinatura mensal. Conheço muitos donos de cães que prenderam um AirTag à coleira de seus pets como uma medida de segurança extra e para maior tranquilidade.
Na prática, os donos de AirTag encontraram todo tipo de uso criativo e inovador para o dispositivo; um dos meus favoritos é o de alguém que deixou um AirTag em sua cabana remota para ser avisado caso alguém com um iPhone se aproximasse o suficiente para detectar o rastreador. Outras pessoas ficam com ideias mais convencionais, como prender um AirTag atrás de um controle remoto de TV que vive sendo perdido.
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Com o AirTag e outros rastreadores tendo se tornado tão populares nos últimos anos, ladrões geralmente sabem que devem procurá-los depois de roubar algo. Por isso, usar um para acompanhar objetos pessoais de valor exige um certo cuidado na hora de escondê-lo. O ideal é guardá-lo em compartimentos ocultos ou locais de difícil acesso.
O preço do AirTag permanece em US$ 29 (R$ 153) para um rastreador individual ou US$ 99 (R$ 520) para um pacote com quatro unidades
Chris Welch/Bloomberg
O novo hardware é compatível com todos os chaveiros e acessórios que servem no AirTag original, mas seu formato pode ser meio estranho para uso em carteiras. Felizmente, empresas já lançaram rastreadores no formato de cartão de crédito que se integram à rede Buscar.
Fabricantes de dispositivos de terceiros também estão permitindo cada vez mais que os usuários alternem entre a rede da Apple e a rede Find Hub do Google, que funciona de maneira semelhante. No entanto, essa rede colaborativa depende de produtos baseados em Android para localizar um item perdido, em vez de dispositivos da Apple.
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Uma vantagem clara do rastreador da Apple pode agradar viajantes frequentes: a empresa firmou parcerias com mais de 50 companhias aéreas para ajudar a recuperar bagagens perdidas, permitindo que os usuários compartilhem temporariamente a localização de uma mala ou mochila para facilitar a devolução. A Samsung Electronics Co. teve um início bem mais lento nesse aspecto com suas tags SmartThings Find. Mas, novamente, isso funciona com qualquer modelo de AirTag.
A menos que você esteja realmente convencido pela ideia de um som um pouco mais alto, não há motivo para sair correndo e substituir todos os AirTags que você já possui — eles provavelmente continuam cumprindo bem sua função. E as limitações técnicas do original — incluindo a ausência de GPS adequado ou rastreamento de localização 24 horas por dia — continuam valendo aqui.
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Ainda assim, para um gadget que foi feito para ser preso a algo e (na maior parte do tempo) esquecido, o AirTag de segunda geração continua dando conta do recado e é uma forma acessível de localizar aquilo ao qual está conectado — ou pelo menos chegar bem perto.
