Apple: dona do iPhone passa a gerar análises contextualizadas de saúde a partir de 150 dados do usuário. Entenda
A Apple iniciou uma das principais reformulações já feitas no aplicativo Saúde ao integrar inteligência artificial para cruzar mais de 150 tipos de dados coletados por dispositivos como iPhone, Apple Watch, AirPods e até aplicativos de terceiros. O objetivo é identificar padrões, tendências e mudanças relevantes no bem-estar físico e até mental dos usuários.
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As mudanças ocorrem no momento em que outras companhias também vem investindo na criação de novos recursos de monitoramento de saúde. Segundo a Apple, a nova atualização amplia o uso da IA dentro do ecossistema ao conectar informações como frequência cardíaca, sono, oxigenação do sangue, temperatura corporal, exercícios, exposição à luz natural, estabilidade ao caminhar, humor, ciclo menstrual, respiração, ruído ambiente, entre outros.
Com a ajuda da IA, a ideia é que o sistema deixe de apenas armazenar informações e passe a oferecer análises contextualizadas sobre a saúde do usuário. Hoje, o app Saúde já permite armazenar mais de 150 categorias de dados diferentes. As informações são sincronizadas automaticamente entre iPhone e Apple Watch e podem ser exibidas de forma personalizada na aba principal do aplicativo. Segundo a Apple, a IA ajudará justamente a encontrar relações entre esses dados para gerar alertas e recomendações mais precisas.
Na prática, o sistema pode identificar, por exemplo, que uma piora no humor coincide com noites mal dormidas, aumento da frequência cardíaca em repouso e redução no tempo ao ar livre. Ou perceber que o usuário está melhorando o condicionamento cardiorrespiratório após mudanças na rotina de exercícios.
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Com aprendizado de máquina embarcado nos aparelhos, já é possível detectar tendências em mais de 20 métricas de saúde. Entre os recursos estão alertas de frequência cardíaca alta ou baixa, baixa estabilidade ao caminhar, piora do condicionamento físico e mudanças nos padrões de sono.
O aplicativo também ganhou novas funções ligadas à saúde mental. Usuários podem registrar o estado de espírito diretamente pelo Apple Watch ou iPhone, criando um histórico emocional que é cruzado com outras métricas, como tempo de exercício físico e exposição à luz natural. O relógio consegue medir quanto tempo a pessoa passa ao ar livre usando o sensor de luz ambiente, informação considerada por médicos para mensurar o bem-estar mental.
Outro destaque é o monitoramento do sono. O sistema analisa a duração do descanso, os estágios profundo e REM, interrupções durante a noite, frequência respiratória, oxigenação do sangue e temperatura do pulso para criar uma pontuação de sono baseada em pesquisas científicas. A IA usa esses dados para apontar tendências e sugerir melhorias na rotina, segundo a empresa.
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Na saúde feminina, o recurso de acompanhamento do ciclo menstrual utiliza agora dados de frequência cardíaca e temperatura corporal coletados pelo Apple Watch para prever períodos férteis, menstruação e até estimar a ovulação.
Entre as novidades, a Apple também aposta em compartilhamento de dados de saúde entre familiares e amigos. Com o recurso “Health Sharing”, usuários podem compartilhar informações como medicamentos, alertas cardíacos e tendências de saúde com pessoas próximas. O sistema avisa automaticamente quando identifica mudanças importantes nos dados compartilhados.
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