Apple cria novas ferramentas de segurança para iPhone, iPad e Mac. Saiba como habilitar
Com o avanço dos ataques cibernéticos, a Apple lançou um novo pacote de segurança que funciona em segundo plano e é baixado automaticamente. A mudança faz parte da atualização do sistema operacional de seus produtos, como o iOS 26.3.1 (para iPhone), iPadOS 26.3.1 (iPad) e macOS Tahoe 26.3.1 (Mac). A iniciativa reforça uma tendência crescente entre empresas de tecnologia de investir em mecanismos de segurança cada vez mais automáticos para o usuário.
As mudanças permitem que os dispositivos recebam correções de proteção por meio de atualizações contínuas em áreas consideradas críticas, como o Safari, o framework WebKit (tecnologia que faz páginas da internet aparecerem e funcionarem na tela dos dispositivos) e bibliotecas internas do sistema. Na prática, a estratégia busca elevar o nível de proteção sem exigir necessariamente uma atualização completa do aparelho.
Apple cria novas ferramentas de segurança com atualização automática
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Para ter acesso às atualizações automáticas, vá em “Ajustes”. Depois, clique em “Privacidade e Segurança” e vá na opção “Melhorias de Segurança em Segundo Plano” e, em seguida, veja, se a opção "Instalar automaticamente" está habilitada. Quem não ativar o recurso precisará esperar futuras atualizações do sistema operacional.
Isso ocorre em meio ao aumento de ataques considerados sofisticados, que exploram brechas em navegadores, bibliotecas do sistema e componentes da internet. Especialistas em segurança avaliam que o modelo de atualizações em background (segundo plano) pode ajudar a diminuir o intervalo entre a descoberta de falhas e sua correção efetiva nos dispositivos, uma janela frequentemente explorada por hackers em campanhas de larga escala.
Essas atualizações são resultado de uma combinação entre software e hardware, que permitiu, por exemplo, a criação da chamada “Proteção de Integridade da Memória” (MIE, na sigla em inglês). O recurso ajuda a evitar ataques especializados em explorar falhas de segurança de memória, comuns em sistemas operacionais. Outro recurso utilizado pela empresa é a criptografia resistente à computação quântica.
Além das atualizações automáticas, uma das estratégias da Apple é ampliar as proteções proativas, em vez de depender apenas de antivírus baseados em escaneamento e bloqueio. Com isso, foi criado um novo sistema antivírus, chamado XProtect, que identifica malwares e infraestruturas maliciosas antes mesmo de serem distribuídos, ajudando a prevenir e bloquear campanhas de malware. Para isso, URLs maliciosas também são adicionadas ao sistema, permitindo que Safari e Google Chrome interrompam e bloqueiem o acesso a esses sites simplesmente porque eles já foram usados anteriormente para distribuir malware.
Como muitos ataques tentam convencer usuários a colar comandos no Terminal e baixar scripts maliciosos, o próprio sistema gera um alerta informando que, se o usuário estiver seguindo instruções vistas em um site, recebidas por e-mail, mensagem de texto ou até mesmo por um chatbot como o ChatGPT, há uma grande chance de que essas instruções sejam maliciosas e que ele não deva prosseguir.
