O presidente Lula (PT) usou a entrevista depois de votar, na manhã deste domingo (25), para fazer os ataques mais duros da campanha do 2º turno contra Flávio Bolsonaro (PL). Na saída da seção eleitoral em São Bernardo do Campo (SP), ele disse que nunca imaginou disputar uma eleição “com um miliciano”.
“Eu nunca imaginei disputar uma eleição com uma pessoa desqualificada moralmente, eticamente, pessoalmente. Nunca imaginei disputar a eleição com um miliciano, que não faz o menor esforço pra contar uma verdade”, afirmou o presidente, ao lado do vice Geraldo Alckmin, da primeira-dama Janja, de Marina Silva e de Fernando Haddad.
Sem falar o nome do adversário, Lula disse estar convencido de que “o povo brasileiro jamais permitirá que o miliciano ocupe o Palácio do Planalto”. Em seguida, citou a relação dele com o “Bocão” e com “as pessoas que foram responsáveis pela morte da Marielle” e afirmou que, como deputado estadual, deputado federal e senador, ele “nunca fez uma lei”.
O petista também comparou o próprio apartamento em São Bernardo, que disse custar “um milhão e pouco”, com a compra de uma casa de R$ 10 milhões à vista pelo senador. “Onde é que ele arrumou dinheiro?”, perguntou.
“Se vocês encontrarem alguém rico com salário público, ele é ladrão, porque o salário não dá pra enriquecer ninguém.” Na mesma fala, Lula disse que o que viu nas ruas no 2º turno foi “quase que inexplicável” em 50 anos de vida política e acusou apoiadores do adversário de violência no dia da eleição, citando uma vereadora aliada que, segundo ele, teve o nariz fraturado por um tijolo em Montes Claros (MG).
Ele afirmou ainda que sempre aceitou o resultado das urnas, “ganhando ou perdendo”. Flávio Bolsonaro votou mais cedo, logo depois da abertura das urnas, numa escola em Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro.
Na saída, disse que fez “uma campanha limpa” e pediu que os eleitores saíssem de casa para votar, “faça chuva ou faça sol”. © Jornal Razão.
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