Após vazamento de esgoto em lagoa da Barra, técnicos apuram impactos em tubulação e serviços

 

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Nos últimos dias, moradores e frequentadores do entorno da Lagoa de Marapendi relataram sentir um forte odor de esgoto e maior presença de algas no corpo d'água, na Barra da Tijuca. Contaram também ter visto movimentação de técnicos pelo local, que estariam em busca da origem de um vazamento de efluentes. A Iguá, concessionária responsável pelo serviço de água e esgoto na região, diz que o problema foi pontual e já está controlado.

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No início da semana passada, segundo relatos, o odor atípico era sentido nas proximidades do deque da balsa do condomínio Lac Premier e clube do condomínio Mandala. Quem frequenta o local diz que técnicos que afirmavam trabalhar para uma empresa contratada pela Iguá informavam estar à procura da origem de um vazamento pelo menos até quinta-feira passada.

— Na última quinta-feira (29), um morador que retornava da praia na mesma balsa que eu perguntou como estavam indo os trabalhos. O empregado desta empresa respondeu que eles estavam com mergulhadores no local, tentando encontrar onde estava o vazamento — conta a moradora Angela Isnard. — E os barqueiros disseram houve uma piora na situação.

Em dezembro, parte da tubulação do emissário submarino da Barra Tijuca emergiu na Lagoa de Marapendi, sendo reposicionado no fundo novamente no início de janeiro. Uma das possibilidades levantadas por moradores é que tenha havido uma falha nessa manobra, causando o vazamento agora.

— Antes de sentirmos este odor, havia um trecho em que dava para avistar água jorrando da tubulação que estava na superfície da água, parecia um chafariz — diz Angela.

Moradores relatam possível vazamento de esgoto em lagoa da Barra

A suspeita procede. Procurada, a concessionária Iguá afirmou, na sexta-feira, que, nos últimos dias, suas equipes intensificaram as ações para reposicionamento e submersão da tubulação do emissário na Lagoa de Marapendi e que, durante o processo, houve um vazamento pontual de efluentes tratados em uma das estruturas operacionais do sistema, o que foi imediatamente detectado e controlado. A Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa), por sua vez, informou que foi notificada sobre uma nova intercorrência de vazamento pela Iguá e que sua câmara técnica está apurando a ocorrência, assim como uma eventual existência de impactos nos serviços de tratamento de esgoto.

No entanto, o aspecto da água no local continua preocupando moradores, que já mudam os seus hábitos.

— Entrei para uma aula de canoa havaiana na lagoa, e não tem como não notar, quando entramos na água com aquele monte de algas. Já não vou mais remar nessa situação. E ali é uma APA (Área de Proteção Ambiental de Marapendi), com pássaros lindos, jacarés e uma série de bichos. Quando a tubulação emergiu, teve mortandade de peixes — lamenta Angela.

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A Iguá Saneamento assumiu os serviços de água e esgoto na Barra da Tijuca e nos bairros vizinhos há quatro anos, em 7 de fevereiro de 2022. O contrato prevê uma série de melhorias no sistema da região. Em relação ao emissário que veio à superfície na Lagoa Marapendi, a empresa afirma que segue fazendo o reparo na estrutura afetada e que ele integra um conjunto de estruturas antigas, cuja modernização está em andamento, com parte já concluída. A concessionária afirma que as intervenções são feitas conforme os protocolos operacionais e ambientais aplicáveis, e que os parâmetros da água do local permanecem dentro do padrão histórico, sem alterações.

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