Após Trump anunciar exploração em 'larga escala', Groenlândia diz que ainda está 'muito longe' disso

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Fonte da notícia: CBN CBN

A Groenlândia contradisse nesta quarta-feira (14) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizendo que a exploração 'em larga escala' afirmada por ele de petróleo, gás e minerais está 'muito longe' de começar. A afirmação é do vice-ministro de Mineração da Groenlândia, Jørgen Hammeken-Holm, para a rede de TV CNN. Apesar disso, ele destacou que existem 'várias atividades de exploração menores em andamento, mas elas podem levar anos até se tornarem operacionais'. Trump afirmou na quarta-feira que uma exploração 'massiva' de petróleo, gás e minerais está prestes a começar na Groenlândia. Em um comunicado publicado em sua plataforma Truth Social, o republicano disse: 'A exploração maciça de petróleo, gás e minerais está prestes a começar em nossa nova e bela Groenlândia', mas não deu mais detalhes. O presidente acrescentou que 'há especialistas que afirmam que a quantidade de petróleo facilmente disponível é muito maior do que a de quase qualquer outro lugar do mundo'. Trump também destacou o papel da Groenlândia na defesa dos Estados Unidos na Europa, afirmando que 'qualquer ataque futuro' aos EUA teria que passar pela ilha semiautônoma, 'onde nossa Defesa rotineiramente abaterá drones, mísseis ou qualquer outra forma de armamento ainda não concebida'. 'Isso nos dá tempo, localização e visibilidade como nenhum outro lugar no mundo!' O anúncio surge mais de quatro semanas depois de os EUA, a Groenlândia e a Dinamarca, que supervisiona o território, terem assinado um novo acordo de segurança para reforçar a presença militar e de segurança americana na ilha. Nuuk, capital da Groenlândia Foto: Flickr Esse acordo, que concede aos EUA amplo acesso ao espaço aéreo e ao território da ilha, concentra-se principalmente no uso da Groenlândia para fins militares, mas também menciona a extração de recursos e a 'cooperação mineral' entre os dois países, sem especificar detalhes. O plano permite que os EUA expandam a Base Espacial Pituffik, a instalação militar americana mais ao norte, que funciona como um sistema de alerta antecipado para mísseis. O acordo também prevê que os EUA podem estabelecer bases adicionais nos locais conhecidos como Narsarsuaq e Mestersvig, que ficam a aproximadamente 1.530 quilômetros de distância um do outro. Qualquer uma das três partes pode propor mais "áreas de defesa", conforme necessário, sujeitas à aprovação das demais.

O acordo, que não tem data de expiração, também impede que países não pertencentes à OTAN estabeleçam bases na ilha sem o consentimento das partes. Desde o seu primeiro mandato, Trump citou a localização estratégica da Groenlândia como uma das razões para um maior controle dos EUA sobre a ilha semiautônoma, chegando mesmo a sugerir a compra da ilha da Dinamarca ou o uso da força militar. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante comício no Texas. MANDEL NGAN/AFP

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