Após Trump alertar Irã, Casa Branca afirma que negociações continuam 'com dificuldades'

 

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A Casa Branca afirmou nesta quarta-feira (29) que os negociadores continuam em contato com os iranianos, que, segundo ela, estão 'com dificuldades para resolver sua situação de liderança' em meio à guerra.

Em declaração à imprensa americana, a porta-voz do governo Trump, Anna Kelly, afirmou que Trump só firmaria um acordo com o Irã que 'colocasse a segurança nacional dos EUA em primeiro lugar'.

A declaração da Casa Branca surge depois de Trump ter ameaçado o Irã nas redes sociais, dizendo que o país deveria 'se tornar mais esperto em breve'.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã e disse, em uma postagem nas redes sociais, que “chega de bancar o bonzinho”.

A declaração foi acompanhada de uma montagem feita em Inteligência Artificial em que o presidente aparece de óculos escuros, com um fuzil, em meio a explosões em um deserto.

Na publicação, Trump afirmou que o Irã “não consegue se organizar” e não sabe como fechar um acordo que não envolva a questão nuclear. A mensagem faz referência direta ao travamento nas negociações entre Washington e Teerã, mediadas pelo Paquistão.

Os dois lados continuam rejeitando propostas e discordando até sobre o formato das conversas - frente a frente ou por telefone.

Segundo informações divulgadas pela Reuters, o presidente americano está insatisfeito com a última proposta iraniana para encerrar a guerra.

O Irã sugeriu reabrir o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo, em troca do fim do bloqueio naval dos Estados Unidos e do encerramento do conflito. Mas propôs prorrogar as discussões sobre o programa nuclear - considerado inaceitável por Washington.

Enquanto isso, cresce o risco de retomada dos ataques.

EUA avaliam retomar ataques ao Irã enquanto Israel mantém ofensiva no Líbano

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Divulgação/Casa Branca

De acordo com a agência, o governo americano já avalia voltar a bombardear alvos militares e políticos iranianos. Estados Unidos e Irã estão em cessar-fogo temporário há três semanas. Em outra frente, Israel continua os ataques no Líbano.

Na manhã desta quarta-feira (29), ao menos três trabalhadores de emergência foram mortos no Líbano em bombardeios israelenses. O presidente libanês classificou a ação como crime de guerra. Também houve bombardeios na cidade de Ghandouriyeh, no sul do país.

No campo econômico, o preço do petróleo permanece em alta. O barril do tipo Brent está acima de 107 dólares, depois de ter atingido 112 dólares, o maior nível desde o fim de março.

Além da guerra, o mercado também reage à saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep, depois de quase 60 anos no cartel.