Após ter prisão decretada na Rússia, marido de Giulia Be divulga guia para ingressar nas Forças Armadas da Ucrânia: 'Recomendo'

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Pouco após a Justiça russa autorizar sua prisão à revelia por suposto mercenarismo ao lado das Forças Armadas da Ucrânia, o americano Conor Kennedy publicou nas redes sociais uma recomendação de um guia sobre como ingressar nas forças ucranianas. Conor é marido da cantora brasileira Giulia Be e sobrinho-neto do ex-presidente dos Estados Unidos John Kennedy. Criptografia, morte de adolescente e admissão de falha: Entenda por que a ANPD suspendeu as lives do Discord no Brasil Nelson Wilians: Quem é o 'advogado ostentação' suspeito de ser operador financeiro de grupo alvo da PF Na madrugada desta sexta-feira, ele compartilhou em seu perfil no Instagram uma publicação da Legião Internacional com o título "HOW TO JOIN" ("Como ingressar", em tradução livre). Após ter prisão decretada na Rússia, marido de Giulia Be divulga guia para ingressar nas Forças Armadas da Ucrânia: 'Recomendo muito' Reprodução A publicação compartilhada por Kennedy apresenta instruções passo a passo para entrar nas Forças Armadas da Ucrânia e indica um site. Na legenda, a conta afirma que o processo é "fácil, rápido e simples". Sobre o conteúdo, Kennedy escreveu: "Highly recommend 👍" ("Recomendo muito"). O post ocorre depois dias depois de o Tribunal Distrital de Basmanny, em Moscou, autorizar a prisão à revelia de Kennedy, de 31 anos. A decisão também determinou sua inclusão na lista internacional de procurados. A defesa recorreu, mas a decisão foi mantida pela instância de apelação.

Conor relatou participação na Ucrânia Em 2022, Kennedy afirmou nas redes sociais que havia participado de combates na região de Kharkiv como integrante da Legião Internacional, ao lado das Forças Armadas da Ucrânia. Segundo o próprio relato, ele retornou da Ucrânia em outubro daquele ano e usou uma identidade não revelada durante sua participação. Em uma publicação de 14 de outubro de 2022, Kennedy afirmou que havia decidido se alistar depois de se comover com o que acontecia na Ucrânia. Na ocasião, também disse que não tinha experiência militar anterior e que não era um bom atirador, mas conseguia carregar objetos pesados, aprendia rapidamente e estava disposto a morrer no país. "Sei que esta história vai vir à tona, então quero dar minha versão primeiro, para tirar o melhor proveito disso e incentivar outras pessoas a agir. Como muitas pessoas, fiquei profundamente comovido com o que vi acontecer na Ucrânia no último ano. Eu queria ajudar. Quando soube da Legião Internacional da Ucrânia, soube que iria e, no dia seguinte, fui à embaixada para me alistar", escreveu. Na mesma publicação, Kennedy também incentivou outras pessoas a ajudarem a Ucrânia, mencionando entre as possibilidades entrar para a Legião, ajudar na fronteira ou enviar suprimentos médicos. "Esta guerra moldará o destino da democracia neste século. Há mais a dizer sobre sua política e sobre o papel dos governos ocidentais nela. Por enquanto, vou apenas incentivá-los a ajudar em sua capacidade pessoal. Entrem para a legião, ajudem na fronteira ou enviem suprimentos médicos. Todos os dias, alguém lá sacrifica tudo por uma paz duradoura. Não se pode pedir que eles ajam sozinhos".

Acusação na Rússia Kennedy é acusado com base na parte 3 do artigo 353 do Código Penal da Federação Russa, que trata da participação de mercenários em conflitos armados ou operações militares. A pena prevista para o crime é de sete a dez anos de prisão. A decisão do Tribunal Distrital de Basmanny afirma que "o pedido do órgão de investigação deve ser atendido". Segundo a base de dados eletrônica do Tribunal Municipal de Moscou, o julgamento da apelação ocorreu em sessão fechada e a decisão de primeira instância foi considerada legal. A Rússia também tomou decisões semelhantes contra outros integrantes estrangeiros da Legião Internacional ucraniana. Entre eles estão o americano Ingram Asbill Tracy James, conhecido como Mickey; o operador de drones britânico Shorny Joseph Richard Ryan, conhecido como Jax; a sargento sueca Carolina Nordengrip, conhecida como Alex; e outros estrangeiros. Segundo o correspondente da agência de notícias russa Tass, os estrangeiros mencionados foram presos à revelia e incluídos na lista internacional de procurados por mercenarismo ao lado das Forças Armadas da Ucrânia. O novo story de Kennedy faz referência direta ao ingresso nas Forças Armadas da Ucrânia, mas não informa que ele tenha voltado a combater no país, que tenha se alistado novamente ou que esteja recrutando estrangeiros. Galerias Relacionadas

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