Após surto em cruzeiro, Moderna diz que já pesquisava vacina contra hantavírus

 

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A farmacêutica Moderna afirmou nesta sexta-feira (8) que já vinha pesquisando uma vacina contra hantavírus antes mesmo do surto registrado a bordo de um cruzeiro no Oceano Atlântico.

O anúncio ocorre após a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmar seis casos da doença e três mortes entre passageiros do navio MV Hondius, de bandeira holandesa. Segundo a entidade, outros dois casos seguem sob investigação.

Todos os casos confirmados foram identificados como causados pelo vírus Andes, uma variante rara do hantavírus capaz de ser transmitida de pessoa para pessoa.

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Em comunicado, a Moderna informou que os estudos para o imunizante ainda estão em estágio inicial. A pesquisa é conduzida em parceria com o Instituto de Pesquisa Médica de Doenças Infecciosas do Exército dos Estados Unidos e com o Centro de Inovação em Vacinas da Faculdade de Medicina da Universidade da Coreia.

A empresa afirmou que o projeto faz parte de uma estratégia mais ampla para desenvolver respostas rápidas a doenças infecciosas emergentes.

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A OMS classificou o risco global do surto como baixo, mas considerou moderado o risco para passageiros e tripulantes do cruzeiro, que transporta cerca de 150 pessoas e deve chegar neste domingo (10) à ilha espanhola de Tenerife, nas Canárias.

As vítimas fatais são um casal holandês e uma mulher alemã. O hantavírus é uma doença rara geralmente transmitida por roedores silvestres, por meio do contato com partículas presentes na urina, fezes ou saliva dos animais.