Após servir na Guerra do Vietnã, aposentado se reinventa como abraçador de bebês
Após se aposentar, Lynn Harris decidiu abraçar uma nova carreira, e obteve muito sucesso com ela.
Quando estava ativo no mercado de trabalho, o morador de Austin (Texas, EUA) serviu na Guerra do Vietnã na unidade de paramédicos e, ao retornar, começou a exercer a função de vendedor. "Trabalho duro", como o aposentado define.
Apesar de ter experiência hospitalar, nem passava pela cabeça de Lynn fazer alguma atividade na área médica.
Porém, após um jantar duas décadas atrás, o americano tomou conhecimento do trabalho voluntário St. David's Medical Center. Lynn passou a ajudar o hospital em diversas funções.
Mas ele se encontrou mesmo numa atividade bem diferente: abraçador (ou aconchegador) de bebê na unidade de terapia intensiva neonatal.
Aos 83 anos, aposentado Lynn Harris faz sucesso como abraçador de bebês em unidade de terapia intensiva neonatal de hospital no Texas
Divulgação/St. David’s HealthCare
Aos 83 anos, ele ficou oito nessa missão de acarinhar bebês.
"Fora da minha própria família, nunca fui muito bom com crianças. Meu trabalho era manter os bebês o mais quietos possível, porque se um começasse a chorar e os outros ouviriam e iriam querer fazer a mesma coisa", contou o idoso, de acordo com a revista "People".
Lynn ia de bebê chorando para outro, acalmando-os da melhor maneira possível. Ele os pegava no colo, esfregava as suas testas ou dava leves toques nas costas para acalmá-los e gentilmente os coloca de volta para dormir.
Os verbos estão no passado porque, contra a vontade de Lynn, ele teve que "se aposentar" da função no ano passado, após ser diagnosticado como labirintite, uma infecção que causa inflamação no ouvido interno. Sua condição o impede de manter o equilíbrio ou identificar a origem de um som, fazendo com que ele tenha que mudar suas responsabilidades na UTI Neonatal. Atualmente, o idoso ajuda repondo suprimentos e, com o seu otimismo e o seu conhecimento, mantendo enfermeiras e pais sorrindo.
Apesar de não poder mais abraçar os bebês, o americano continua "conversando" com eles sobre assuntos variados, de charutos a uísque. Lynn acredita que a sua voz masculina, a única no meio das femininas, desperta a curiosidade dos pequenos, que passam a "prestar atenção ao que ele diz" e se acalmam. Sua impressionante habilidade é reconhecida por todos.
