Após rumores, Inzaghi descarta seleção italiana: 'Não saio, estou muito bem aqui'
Simone Inzaghi não deixou margem para dúvidas sobre o momento que vive fora da Europa. Cotado para assumir a Seleção Italiana após a saída de Gennaro Gattuso, o treinador tratou de esfriar qualquer especulação e deixou claro que não pensa em voltar agora. Hoje no comando do Al-Hilal, ele diz viver uma fase que vai além do conforto.
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“Sou lisonjeado, claro, mas na Arábia não vivo bem, vivo mais do que bem. Tenho mais um ano de contrato e estou muito feliz”, afirmou em entrevista ao jornal italiano “Libertà”.
A resposta vem em meio a um cenário de pressão sobre a seleção italiana, que ficará fora da Copa do Mundo pela terceira vez seguida. Mesmo assim, Inzaghi não sinaliza qualquer movimento para assumir o cargo neste momento e prefere destacar a escolha que fez ao deixar a Inter de Milão no fim da última temporada.
Segundo ele, a decisão de ir para o futebol saudita passou longe de ser apenas financeira, apesar do salário elevado. “Ganhar tanto é bom, é óbvio, mas não foi isso que me levou. Eu não precisava de dinheiro. Na Inter foram anos muito bons, mas também muito pesados. Eu precisava continuar no alto nível, mas com menos pressão”, disse.
No novo ambiente, o treinador destaca fatores que vão além do campo. “Encontrei uma situação fantástica em tudo: estilo de vida, estrutura, tranquilidade. Isso faz diferença num trabalho que é naturalmente muito estressante”.
Os números ajudam a explicar o cenário descrito. Desde que chegou ao Al-Hilal, Inzaghi soma 38 jogos, com 30 vitórias e oito empates — ainda sem derrotas.
Mesmo distante, ele não esconde o incômodo com a fase da Itália, mas evita qualquer discurso de retorno imediato. “Dói ver a Itália fora da Copa de novo. Sou italiano cem por cento. Mas tenho certeza de que o nosso futebol vai se recuperar”, afirmou.
