Após repercussão negativa, Sóstenes alega que abraçou Messias por educação

 

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Líder do PL na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante (RJ) abraçou o advogado-geral da União, Jorge Messias, durante a realização da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira. Ao ser criticado por apoiadores nas redes sociais, o parlamentar publicou um vídeo se defendendo e disse que o PL votará contra a indicação de Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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— Ser educado não pode ser confundido com posicionamento político. O PL no Senado já fechou a questão e todos os nossos senadores votaram contra a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Hoje, ao cumprimentá-lo, foi um princípio de educação na convivência política. A gente se conhece e já fui recebido pelo AGU algumas vezes para tratar de assuntos de interesse do meu estado e da bancada do PL — disse na publicação.

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Veja a seguir o momento do abraço:

Líder do PL abraça Messias e conversa ao pé do ouvido em sabatina

Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga aberta pela aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, e chega a esta quarta-feira sob pressão e sem a garantia de que terá o seu nome chancelado no Senado. Primeiro, ele passou por sabatina na CCJ. Em seguida, a indicação será votada no plenário da Casa. Governistas projetam cerca de 45 votos para Messias, num resultado apertado. A votação, no entanto, é secreta.

Em aceno à oposição do governo do Casa, durante a sabatina, Messias defendeu mudanças no funcionamento do Supremo e condenou o aborto. Evangélico, ele citou ao menos sete vezes a palavra Deus em sua declaração inicial. Antes mesmo de entrar na CCJ, se reuniu numa sala privada com aliados, entre eles o pastor Samuel Câmara, da Assembleia de Deus. Na fala, disse que é “um servo de Deus” e que teve a “fortuna” de nascer numa família de evangélicos. “Ser evangélico é uma bênção, não um ativo”, afirmou.