Após quatro mortes em duas semanas, sindicato de policiais penais pede interdição de prisão em BH
O Sindicato de Policiais Penais pediu a interdição da unidade prisional Ceresp Gameleira, em Belo Horizonte, após quatro mortes de detentos serem registradas no local em menos de um mês. Procurada, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) ainda não se manifestou.
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O sindicato citou a superlotação e a falta de profissionais como problemas enfrentados pelo presídio.
— A situação é de abandono. O número de policiais penais é muito baixo. Nós temos ali um trânsito interno, onde os nossos colegas estão sobrecarregados — disse o presidente do sindicato, Jean Otoni, à rádio Itatiaia.
A morte mais recente aconteceu no sábado, quando um dos detentos foi encontrado sem vida dentro da cela. O homem foi identificado como Nilson Lemes Carvalho, de 49 anos, que tinha dado entrada no Ceresp no dia 7.
No final de fevereiro, outras três mortes aconteceram em um curto espaço de tempo. No dia 26, policiais penais foram acionados para atender Douglas Menezes Alcântara, de 39 anos, que reclamava de dores no corpo e alegava ter sido agredido por outros presos. Durante os preparativos para ser levado ao hospital, ele caiu no chão, morrendo em seguida.
A terceira morte foi de Eder Bruno Pereira, de 42 anos, que estava sob acompanhamento médico desde que chegou na unidade. Ele foi encontrado morto na cela e não tinha sinais de agressão. A quarta morte aconteceu na sexta-feira, dia 28 de fevereiro. Fábio Júnior Martins Santos, de 26 anos, também foi localizado já sem vida pelos policiais penais.
