O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou neste sábado (23), à BBC, que conta com um amplo respaldo das associações-membro na corrida por sua reeleição, apesar das inúmeras críticas dirigidas a ele desde o seu projeto — que acabou fracassando — de abrir a Copa do Mundo a investidores privados.
Essa declaração ocorre um dia após a mudança de posição da Confederação Asiática de Futebol (AFC), cujo apoio ao dirigente ítalo-suíço de 56 anos pode dar um novo impulso, fundamental para a conquista de um quarto mandato. Técnico do Bayern, Kompany permanece hospitalizado 'em estado estável' após passar mal em treino em Munique
Saiba mais: Protestos programados na França forçam adiamento de PSG-Lyon e de ao menos mais três partidas O futuro de Infantino parecia bastante incerto há dois meses, devido ao seu projeto — duramente criticado e, posteriormente, abandonado — de criar uma empresa encarregada de gerir as atividades comerciais da FIFA e de vender participações minoritárias a investidores privados.
A UEFA, a AFC e a Confederação da América do Norte, América Central e Caribe (Concacaf) haviam assinado uma carta na qual afirmavam que o futebol "não pertence a nenhum indivíduo". No entanto, Infantino — que pediu desculpas na semana passada por esse projeto — encontra-se agora, novamente, em uma posição de força para ser reeleito em março próximo.
Veja vídeo: Trump critica LeBron James por comportamento durante hino dos EUA; 'deve ter sido um dia entediante no escritório', rebate jogador — Acredito que o importante é que, em uma organização como a FIFA, possam existir opiniões diferentes, pontos de vista distintos — declarou à BBC neste sábado.
— Mas, se levamos a sério a democracia e o processo democrático, se acreditamos que todos têm o mesmo voto e a mesma voz em todo o planeta, e que o futebol pertence a todos (...), então também devemos respeitar as opiniões da grande, grande maioria. — Acabei de voltar de Tóquio, onde a Confederação Asiática me manifestou seu apoio total.
Estive em Cabo Verde, onde todos os países africanos me deram seu respaldo. Estou conversando com todas as associações ao redor do mundo — assegurou.
Por enquanto, nenhum outro aspirante se apresentou publicamente como candidato para enfrentar Infantino, a menos de um mês da data-limite para a apresentação de candidaturas, fixada para 18 de novembro.
O Globo