O Caracas FC confirmou, nesta quinta-feira, sua participação na Copa Libertadores Feminina 2026, após a viagem ter ficado em dúvida devido ao atraso na emissão dos vistos necessários para a entrada no Equador, sede do torneio. A equipe venezuelana havia denunciado, na véspera, que não obtinha resposta das autoridades equatorianas a respeito dos vistos. Sul-americana: Vasco liga alerta com árbitro repetido e se preocupa com indicação da Conmebol para jogo da volta contra o Boca Leia também: Membros de conselho da Fifa criticam Infantino por falta de explicações sobre plano frustrado para a Copa do Mundo A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) remarcou para sexta-feira a primeira partida do time da capital contra o colombiano Independiente Santa Fe, confronto que estava originalmente previsto para esta quinta-feira. A "equipe feminina poderá, sim, participar da Conmebol Libertadores Feminina 2026, que está sendo disputada no Equador, após receber das autoridades competentes a aprovação e a emissão de 24 dos 30 vistos solicitados para sua delegação", informou o Caracas em um comunicado.
O clube agradeceu "o acompanhamento e as gestões" realizados pela Federação Venezuelana. Quatro jogadoras ainda aguardam o visto e se juntarão ao restante do grupo assim que receberem a aprovação. Após anos de uma crise migratória que dispersou cerca de 8 milhões de venezuelanos pelo mundo — segundo dados da ONU —, dezenas de nações endureceram as exigências para permitir a entrada de cidadãos do país. O Equador exige visto de venezuelanos desde 2019. Os trâmites tornaram-se ainda mais complexos com o rompimento das relações entre Caracas e Quito, em 2024. O Caracas é a única equipe venezuelana na Libertadores Feminina 2026, que acontece em Quito de 15 a 31 de outubro.
O Globo