Após prisão do deputado Thiago Rangel, Secretaria de Educação do Rio vai revisar contratos de obras em escolas
A Secretaria de Estado de Educação do Rio informou que começou a revisar contratos e procedimentos de obras em escolas estaduais, depois da prisão do deputado estadual Thiago Rangel, do Avante, na manhã desta terça-feira (5).
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Além dele, outras seis pessoas foram presas na quarta fase da Operação Unha e Carne, que apura fraudes em contratos da Secretaria de Estado de Educação do Rio.
Entenda o caso
De acordo com a Polícia Federal, Rangel teria influência sobre obras e serviços em escolas da Diretoria Regional Noroeste, com destaque para Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, a principal base política dele.
A suspeita é de um esquema em que contratos de obras e reparos seriam direcionados a empresas previamente escolhidas. E parte do dinheiro público pago nesses contratos teria retornado ao grupo investigado por meio de saques, transferências e movimentações via empresas.
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A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Além dos sete mandados de prisão preventiva, foram expedidas 12 ordens de busca e apreensão. A decisão menciona indícios de crimes como organização criminosa, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e fraude em licitações.
As investigações ganharam força a partir da análise de materiais apreendidos na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Esses documentos estavam em gabinetes e espaços ligados ao então presidente da Casa, Rodrigo Bacellar, que já foi preso e acabou cassado.
Entre os itens encontrados, chama atenção uma planilha com nomes de deputados e indicações de cargos em órgãos do governo estadual. Bacellar aparece como um possível elo nesse esquema, ainda que ele não seja alvo de prisão nesta fase da operação.
Segundo a Polícia Federal, ele teria influência sobre a Secretaria de Educação e poderia ter atuado como intermediador na liberação de obras para Rangel. Também há menção a uma suspeita de financiamento eleitoral de quase 3 milhões de reais para campanhas ligadas à base política do deputado.
Depois de toda essa repercussão, a Secretaria de Educação informou que estabeleceu um teto de 130 mil reais para pequenos reparos em escolas. Acima desse valor, as obras passam a ser classificadas como de maior porte e ficam sob responsabilidade da Empresa de Obras Públicas do Estado, na tentativa de aumentar o controle.
A defesa do deptado Thiago Rangel nega todas as acusações. Em nota, o gabinete dele disse que a prisão foi recebida com surpresa e argumenta que a atuação junto à Secretaria de Educação fazia parte do papel fiscalizador do mandato.
Já a Alerj informou, em nota, que está à disposição para colaborar com as investigações.
