Após polêmica com Daniela Mercury, conheça a família de Edson Gomes, que continua o legado do 'Rei do Reggae Brasileiro'

 

Fonte:


O nome de Edson Gomes está em todo lugar depois que Daniela Mercury o chamou ao microfone, durante o Troféu Armandinho e Irmãos Macedo, em Salvador, para pedir que ele fosse "carinhoso com a sua esposa". A fala foi interpretada como uma acusação pública de violência doméstica, e Edson reagiu no mesmo evento, negando a acusação e pedindo provas. A internet correu atrás de informações sobre a mulher do cantor, mas encontrou pouco sobre a família do cantor, que só compartilha sobre a carreira nas redes sociais.

Veja vídeo: Daniela Mercury gera climão com cantor ao discursar em evento e ele rebate

Em polêmica com Daniela Mercury: Edson Gomes foi acusado por deputada de agredir mulher: 'Conheci uma das agredidas'

O que muita gente que não acompanha o cantor não sabe é que Edson Gomes tem uma família musical que vale ser conhecida por mérito próprio: dois filhos cantores de reggae com carreiras sólidas e uma filha caçula que ainda escreve seu capítulo.

Na família Gomes, além de Edson, estão os dois primeiros filhos, Jeremias e Isaque Gomes, e também a caçula, Raquel Gomes. Não é exagero chamar essa turma de família real do reggae brasileiro.

Isaque não atendeu de primeira ao chamado da música. Ele teve o mesmo sonho do pai de ser jogador de futebol, meia-atacante, chegou a fazer testes em clubes como o Corinthians. Mas o tempo foi passando e o reggae acabou falando mais alto.

Nascido em Cachoeira, no Recôncavo Baiano, foi em 2006 que estreou nos palcos profissionalmente, em Salvador, num show intitulado "Tributo a Peter Tosh". Em 2009 lançou seu primeiro disco, "Negro real", com canções autorais e letras escritas pelo próprio Edson Gomes. O segundo disco chegou em 2017, com o nome "Agora", apostando em um estilo mais pop reggae com canções predominantemente românticas. Em 2022, gravou seu primeiro DVD, "O filho da Terra", na cidade de São Félix, onde morou a maior parte da vida.

Hoje com 247 mil seguidores nas redes sociais, Isaque construiu uma identidade musical própria, com mensagens de cunho social e sentimental, com letras que tratam de amor, desencantos e paixões, num estilo que ele mesmo chama de "pop reggae". Mas a presença do pai é constante: no seu primeiro DVD, Isaque gravou a canção "Um amor pra mudar" ao lado de Edson.

A comparação com o pai incomoda, não pelo orgulho, mas pelo peso.

"A comparação no sentido da herança, da influência, é bacana. Mas nem sempre é de forma positiva. Muita gente quer que eu seja meu pai. Eu não sou. Aliás, ninguém é. Edson e Nengo são os pilares do reggae na Bahia. É como querer comparar Pelé a Neymar. Não dá", já declarou.

Se Isaque é o mais velho, Jeremias é o que está no centro do movimento reggae mais jovem de Salvador. Com 109 mil seguidores e uma carreira artística consolidada, ele é idealizador do Baile do Rasta, evento na capital baiana. A segunda edição do projeto reuniu mais de 2.500 pessoas na Chácara Baluarte, no bairro Santo Antônio Além do Carmo, com uma programação que atravessou tarde e noite.

Desde criança Jeremias tinha contato com a música e já demonstrava interesse pelo reggae. Em 2008, através do pai, participou do festival República do Reggae e, desde então, não largou mais os palcos.

"Tecnicamente, eu iniciei minha carreira meio como um dançarino. Quando eu fiz dez anos de idade, minha mãe chegou pro meu pai e disse: leve seu filho para viajar com você, pois ele precisa entender que você é um trabalhador como qualquer outro. Eu achava que o termo música era o próprio reggae, que não tinha nada além do reggae", contou Jeremias em entrevista ao Correio.