Após PL definir indicações de Carlos Bolsonaro e De Toni ao Senado em SC, Esperidião Amin reafirma candidatura

 

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O senador Esperidião Amin (PP-SC) reafirmou sua pré-candidatura à reeleição após ser preterido na composição da chapa do governador catarinense Jorginho Mello (PL). Durante uma reunião entre o mandatário, o presidente nacional Valdemar Costa Neto e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em Brasília nesta quarta-feira, foram definidas as indicações do vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e da deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) para o Senado.

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O parlamentar respondeu à articulação em nota divulgada no final desta tarde. "Com muita humildade, com muita determinação e com respeito a essa decisão, eu quero dizer: eu pertenço a Santa Catarina, por isso, sou pré-candidato a Senador de Santa Catarina, por Santa Catarina e para Santa Catarina, para ajudar que o Brasil conheça cada vez mais e adote o modelo da nossa gente e com isso o nosso país vai melhorar", disse no comunicado.

No texto, também disse "respeitar" as decisões dos partidos, da federação União Progressista e "também daqueles que poderão participar de uma composição, mas nenhum passo definitivo foi dado até agora". Nas redes sociais, Carol também publicou um vídeo anunciando sua pré-candidatura.

— Finalmente tivemos essa confirmação e garantia pública do pré-candidato Flávio Bolsonaro, numa ampla reunião que tivemos também com mais de cem deputados do PL presentes, com o presidente do PL e o governador Jorginho Mello, todos confirmando essa intenção. Estou muito aliviada de ter finalmente finalizado essa situação toda e poder ser pré-candidata para representar Santa Catarina aqui no Congresso — disse na gravação.

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Entenda a disputa em SC

O acordo para a definição das indicações do PL foi firmado após Carol ameaçar deixar o PL no início deste mês, depois de ter recebido uma sinalização de Valdemar de que a prioridade seria manter Amin na chapa em nome de uma aliança firmada com o Progressistas. Preterida pela direção da sigla, a deputada chegou a relatar ter recebido propostas de ao menos seis partidos, sendo eles o Novo, PSD, MDB, Avante, Podemos e PRD. A permanência da deputada e sua participação na composição de Jorginho, no entanto, eram defendidas publicamente pelo governador e por aliados dela, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

A preferência dada agora a Carol e ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por sua vez, escanteia Amin. Em paralelo, o senador tem sido cotado em SC para a construção de uma chapa de oposição a Jorginho, encabeçada pelo prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD). A composição também tende a ter o apoio do MDB, que tinha a expectativa de conseguir emplacar a vaga de vice, mas foi preterido pela indicação do prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo).

Mais cedo, a escolha por Carol e de Carlos também foi reafirmada por Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Planalto, em entrevista coletiva na saída da visita ao seu pai, preso na Papudinha. Na ocasião, ele afirmou que também chegou a conversar com Amin antes.

— Santa Catarina é um lugar em que ele já tem a decisão tomada. O governador Jorginho é o candidato à reeleição e os nossos dois pré-candidatos ao Senado são Caroline de Toni e Carlos Bolsonaro. Inclusive conversei com o Amin ontem aqui no Senado Federal. É uma pessoa que sempre foi muito próxima de nós, vota conosco, pensa como a gente também, mas na política é assim que funciona. Lá o palanque está definido, porque são pessoas qualificadas — resumiu.

A definição também coincide com o momento em que ele atua para a construção de palanques fortes nos estados. Ontem, o parlamentar anunciou que a chapa majoritária no Rio neste ano será encabeçada pelo deputado estadual licenciado e secretário de Cidades, Douglas Ruas, indicado para disputar o governo, e o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP) na vice. Já as vagas para o Senado ficarão para o atual governador, Cláudio Castro (PL), e o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil).