Após passar mal na Espanha, Virgínia Fonseca faz fisioterapia e alerta para sinais de exaustão
A passagem de Virgínia Fonseca por Madrid ganhou um capítulo inesperado. Em meio a compromissos na capital espanhola, a influenciadora precisou de atendimento médico após passar mal, um episódio que ela mesma compartilhou com os seguidores. Há dias enfrentando uma maratona de viagens, eventos e gravações, a empresária relatou que já não vinha se sentindo bem.
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"Bom dia para quem acordou fazendo fisioterapia pois acordou travada do lado direito. Garganta inflamada, nariz entupido e travada do lado direito. Estava fazendo o fisio até agora com o Tiago, que é o fisio do Vini, me salvou. Eu acordei não querendo acordar e pensando assim: 'Agora Deus me leva'", escreveu na legenda da imagem em que aparece com um dispositivo no ombro, durante a sessão de fisioterapia.
Virgínia Fonseca relatou mal-estar na Espanha
Reprodução Instagram
O relato da apresentadora coincide com um período sensível para muitos brasileiros: o pós-carnaval. Depois de semanas marcadas por festas, noites curtas, consumo de álcool e alimentação irregular, a volta abrupta à rotina costuma impor um desgaste significativo ao organismo. A conta, muitas vezes, chega em forma de dores musculares, queda de imunidade e sintomas cardiovasculares.
A combinação entre exaustão física e retomada acelerada de compromissos é um risco frequentemente subestimado. No caso de figuras públicas, a pressão pode ser ainda maior. A exposição constante, os deslocamentos internacionais e a necessidade de manter a produtividade intensificam os efeitos da privação de descanso, sobretudo quando há mudança de fuso horário envolvida.
Coração sente primeiro
O sistema cardiovascular está entre os mais impactados pela sobrecarga. Privação de sono, desidratação e estresse contribuem para o aumento da frequência cardíaca e podem desencadear sinais de alerta.
"A prevenção hoje é fundamental. Sintomas como palpitação, falta de ar e cansaço excessivo após o Carnaval não devem ser ignorados", alerta o cardiologista Rodrigo Souza.
Segundo o especialista, é comum que o mal-estar seja atribuído apenas ao acúmulo de cansaço, quando o corpo já apresenta indícios claros de esgotamento. Em pessoas com fatores de risco, como histórico familiar de doenças cardíacas ou hipertensão, a atenção precisa ser redobrada.
Imunidade em queda e esgotamento prolongado
Além do impacto cardiovascular, o sistema imunológico também sofre após períodos de excessos. A soma de noites mal dormidas, ingestão de bebidas alcoólicas e hidratação insuficiente compromete as defesas naturais, o que ajuda a explicar o aumento de quadros virais nesta época do ano.
"Imunidade não é apenas não adoecer. Quando ela está baixa, a pessoa se sente mais cansada, indisposta e vulnerável ao estresse. O carnaval desorganiza o organismo como um todo, e a recuperação exige hidratação, descanso e rotina", explica o farmacêutico-bioquímico Douglas Andrés Valverde, especialista em análises clínicas e toxicologia clínica.
Viagens internacionais, como no caso da influenciadora, podem agravar o quadro. A alteração brusca de fuso horário interfere no sono, impacta a produção hormonal e prolonga a sensação de fadiga.
Resfriado, rinite ou sinusite?
No período pós-folia, sintomas respiratórios também se tornam frequentes. Nariz entupido, coriza e dor na face costumam gerar dúvidas e, não raro, levam ao uso inadequado de medicamentos. A otorrinolaringologista Renata Mori explica que o resfriado comum é viral e autolimitado. "Ele costuma melhorar espontaneamente em cinco a sete dias, apenas com hidratação e repouso", afirma.
Já a rinossinusite pode surgir quando não há melhora do quadro inicial. "Após cerca de dez dias sem melhora, ou quando há piora súbita dos sintomas, passamos a suspeitar de uma rinossinusite bacteriana", esclarece.
Ela faz um alerta importante: "Secreção amarela não é sinônimo de infecção bacteriana e muito menos indicação automática de antibiótico."
Nos casos de rinite alérgica, o padrão é diferente. "Não há febre na rinite alérgica, e os sintomas podem se repetir ao longo do ano, dependendo da exposição aos fatores desencadeantes", acrescenta.
Vírus em circulação
Março também marca a volta às aulas e o aumento da permanência em ambientes fechados, favorecendo a disseminação de vírus respiratórios. "Quando as aulas retornam, há um aumento expressivo da circulação de vírus respiratórios. As crianças funcionam como importantes vetores de transmissão", detalha a alergista e imunologista Dra. Brianna Nicoletti.
Ela destaca que o organismo fragilizado se torna mais suscetível: "O excesso de festas, consumo de álcool, alterações no sono e alimentação desregulada impactam diretamente o sistema imunológico. O organismo fica mais vulnerável justamente no momento em que há maior exposição a vírus."
O corpo pede pausa
O episódio vivido por Virginia evidencia uma realidade recorrente neste período do ano: a tendência de retomar a agenda em ritmo acelerado, como se o calendário começasse apenas após o carnaval. Sem tempo adequado para recuperação, o corpo reage.
Especialistas são unânimes ao afirmar que sinais como fadiga persistente, palpitações, falta de ar ou sintomas respiratórios prolongados exigem avaliação médica. O pós-carnaval pode parecer apenas uma fase de adaptação, mas ignorar os alertas do organismo pode transformar cansaço em problema de saúde.
