Após o único filho morrer, mulher saudável viaja à Suíça para morte assistida em clínica
Uma britânica fisicamente saudável vai para a Suíça para pôr fim à própria vida em uma clínica de suicídio assistido. A decisão de Wendy Duffy, de 56 anos, foi tomada após a morte do seu único filho, Marcus, o que a deixou "devastada".
O pedido de Wendy foi aceito por uma clínica suíça, segundo o jornal londrino "The Times". O suicídio assistido é legalizado no país europeu.
Ex-cuidadora da da região de West Midlands (Inglaterra), Wendy disse ao "Daily Mail" ter pagado o equivalente a R$ 67 mil à Pegasos, uma organização suíça sem fins lucrativos de assistência ao suicídio, para praticar a eutanásia sob seus cuidados.
A britânica alega que a decisão terminal é a única maneira de o seu "espírito ser livre".
Marcus morreu aos 2023 anos após se engasgar com um tomate que ficou preso na sua traqueia enquanto dormia.
A mãe enlutada declarou que qualquer medicação ou terapia poderia curá-la completamente e que "mal podia esperar" para morrer.
Wendy disse ter sido obrigada a viajar para a Suíça porque um projeto de lei sobre o direito à morte assistida, alvo de intenso debate, está parado no Parlamento britânico há um ano.
A britânica afirmou já ter escolhido o que vestirá no leito de morte e contou ao "Daily Mail" que a música "Die With A Smile", de Lady Gaga e Bruno Mars, estará tocando enquanto ela falece.
Entre os muitos casos de morte assistida na Suíça está o da professora brasileira Célia Maria Cassiano. Ela publicou um vídeo nas redes sociais na semana passada compartilhando que viajara à Zurique para realizar o procedimento. Ela vivia com a doença do neurônio motor, um quadro degenerativo, que comprometia aos poucos seus movimentos e a fala. "Tive uma vida digna e lutei pelo meu direito à morte digna", disse na publicação. O procedimento foi realizado no mesmo dia.
