Após novos ataques, Irã afirma ter fechado o Estreito de Ormuz; EUA dizem que a rota segue aberta
As informações sobre a situação do Estreito de Ormuz seguem contraditórias neste domingo (12), em meio à nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã.
Enquanto Teerã afirma que a principal rota marítima para o transporte global de petróleo está fechada "até segunda ordem", Washington sustenta que a navegação permanece aberta.
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o estreito permanecerá fechado enquanto durar a "interferência dos Estados Unidos" na região.
Já o Centro Conjunto de Informações Marítimas, liderado pelos americanos, disse que a navegação segue aberta.
À CNN americana, o presidente Donald Trump também afirmou que a passagem por Ormuz "está aberta, pelo menos no que nos diz respeito".
Nova ofensiva
A divergência ocorre após uma nova troca de ataques entre os dois países.
Neste domingo (12), o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos atacaram o Irã "com muita força na noite passada".
Segundo o republicano, havia um acordo com os iranianos até sábado (11), mas, horas depois, forças de Teerã atingiram um navio com um drone.
Até o momento, as Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram ter atingido 140 alvos militares iranianos em ataques recentes, depois da ofensiva iraniana contra um navio mercante no Estreito de Ormuz.
Esta é a terceira rodada de ataques dos americanos em uma semana, totalizando mais de 300 alvos atingidos, e ocorre depois que os líderes de ambos os países trocaram ameaças públicas.
Já a mídia estatal iraniana afirmou ter atacado instalações militares e de apoio dos Estados Unidos na Jordânia, Kuwait, Omã e Catar.
O governo do Catar informou que três pessoas, entre elas uma criança, ficaram feridas por estilhaços.
Em Omã, um navio comercial também foi atacado na costa.
Segundo o governo da Índia, dez tripulantes indianos foram resgatados, mas um segue desaparecido.
O principal negociador do Irã afirmou que "a era dos acordos unilaterais acabou" e cobrou que os Estados Unidos cumpram os compromissos assumidos, sob ameaça de novas consequências.
O líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, voltou a ameaçar uma resposta dura aos ataques americanos e prometeu vingança pela morte do pai e antecessor, morto no início do conflito.
