Após nova morte, Trump envia 'czar da fronteira' a Minnesota e endurece repressão a imigrantes
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (26) que vai enviar um homem conhecido como "czar da fronteira" para reforçar a repressão aos imigrantes no estado de Minnesota. Tom Homan é um ex-agente da patrulha de fronteira dos Estados Unidos e foi encarregado pelo republicano para cumprir a promessa de realizar a maior campanha de deportação da história do país no começo do segundo mandato.
No primeiro mandato de Trump, ele sofreu críticas por ser um dos defensores da separação de crianças de famílias que imigraram ilegalmente para o país. Numa rede social, o presidente norte-americano classificou Tom Homan como alguém rigoroso, mas justo, que irá se reportar diretamente a ele.
O anúncio indica que Trump irá reforçar as operações contra os imigrantes na cidade, mesmo com os protestos após a morte de um segundo cidadão americano na cidade de Minneapolis por agentes do ICE, o serviço de imigração dos Estados Unidos.
A versão do governo sobre a morte do enfermeiro Alex Pretti tem sido questionada. Agentes disseram que agiram por legíma defesa, porque a vítima estava armada. Essa versão é contestada por testemunhas, pela familia do enfermeiro e também por vídeos que mostram que Alex portava um celular na mão.
Protestos
Na noite de domingo (25), centenas de manifestantes tentaram invadir um hotel na maior cidade do estado de Minnesota, onde supostamente estariam hospedados os agentes de imigração. Eles chegaram a quebrar parte da porta e fachada, mas não conseguiram invadir o espaço.
Manifestantes tentam invadir hotel onde supostamente estariam agentes de imigração dos EUA.
Reprodução/Redes Sociais
Donald Trump tem atribuído as manifestações contra a repressão do serviço de imigração à falta de cooperação das autoridades estaduais e locais. O estado de Minnesota é governado pelo democrata Tim Walz, que concorreu como vice na chapa de Kamala Harris na eleição do ano passado.
Já o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, também democrata, tem defendido a retirada dos agentes do ICE da cidade.
Investigação de opositores
Também nesta segunda, Donald Trump anunciou investigações que atingem opositores políticos na região. Na primeira frente, ele anunciou o que chamou de "fraude maciça" no sistema de assistência social do estado de Minnesota, que, segundo o presidnete, é uma das causas dos protestos que tomaram as ruas.
A segunda investigação é contra uma congressista de Minnesota que tem feito críticas a ele e ao ICE. Trump levantou suspeitas sobre o patrimônio da deputada, que é da Somália.
A comunidade somali em Minnesota é um dos principais alvos do presidente americano. Em dezembro, ele chamou os representantes políticos da Somália de "lixo" e afirmou que o país africano "fede".
