Após morte de menina de 1 ano e meio morre em UPA na Ilha do Governador, polícia investiga o caso
A Polícia Civil investiga a morte de Aylla dos Santos Lahyre de Oliveira, de 1 ano e seis meses, ocorrida na noite da última quinta-feira na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Cocotá, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. A Fundação Saúde, responsável pela gestão das UPAs estaduais, informou que abrirá uma sindicância para apurar o atendimento prestado. Segundo o pai, Andrey Lahyre, em vídeos gravados após a notícia do óbito, a bebê tinha infecção urinária, mas não apresentava febre ou outros sintomas.
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— Minha filha estava brincando aqui no pátio. Infecção urinária mata? A menina estava bem — questiona o pai, visivelmente alterado.
Em outro vídeo, Andrey deixa a unidade acompanhado de duas pessoas e afirma que a filha foi levada à UPA por apresentar dificuldade para comer devido ao nascimento dos dentes. Também relata que Aylla recebeu pulseira verde — ou seja, sem indicação de urgência no atendimento — e que aguardaram três horas até que algo fosse feito.
O pai destaca que o óbito da filha foi informado às 22h e que os profissionais não o deixaram ver o corpo:
— Levaram minha filha para uma sala, deram uma injeção, aplicaram uma medicação. Depois levaram para outra, colocaram no soro, deram outra injeção. Depois disseram que minha filha chegou a óbito às 22h. Não me deixaram ver o corpo porque disseram que estavam trabalhando nele. Não é IML nem funerária para trabalhar corpo. Tinham que deixar eu ver o corpo da minha filha — afirmou.
Na tarde de sexta-feira, a família diz ter enfrentado dificuldades para retirar o corpo. Em frente ao Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto (IML), o pai gravou um novo vídeo e afirmou que Aylla deu entrada no local sem a documentação.
— Eu não consigo nem pegar o corpo da minha filha. O hospital mandou um monte de documentos de óbito errados para a delegacia, e não consegui resolver nada. Aceitaram o corpo da minha filha aqui (no IML) sem documento. Minha filha não é indigente. Era bem cuidada, bem tratada, era como uma rainha. Eu quero justiça pela minha filha — disse.
Já durante a noite, familiares e amigos realizaram um protesto pacífico em frente à unidade, com cartazes pedindo justiça por Aylla.
A Fundação Saúde afirmou que irá avaliar a causa da morte da criança, que foi “atendida, passou por exames laboratoriais e de imagem e foi medicada de acordo com seu quadro clínico”. O órgão destacou ainda que apenas uma investigação detalhada poderá esclarecer o que ocorreu e lamentou profundamente a morte da criança.
A 37ª DP (Ilha do Governador) informou que foi acionada e investiga a morte de Aylla. Em nota, afirmam que as diligências estão em andamento para apurar os fatos.
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