Após morte de 'El Mencho', parentes solicitam liberação de corpo
Os familiares do narcotraficante mexicano Nemesio Oseguera, conhecido como "El Mencho", solicitaram a entrega de seu corpo, informou nesta quarta-feira a Procuradoria-Geral.
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Oseguera morreu no domingo durante uma operação militar no estado de Jalisco (oeste). A morte desencadeou uma onda de violência, com incêndio de estabelecimentos comerciais e bloqueios de estradas em 20 dos 32 estados do país.
A procuradoria mexicana “recebeu um documento, entregue por quem se apresentou como representante jurídico de familiares” de Oseguera, “no qual se solicita a entrega de seus restos mortais”, afirmou a instituição em comunicado.
“El Mencho”, de 59 anos, liderava o Cártel Jalisco Nova Geração (CJNG) e era até então o narcotraficante mais procurado pelo governo dos Estados Unidos, que oferecia recompensa de 15 milhões de dólares. O corpo foi transferido para instalações da procuradoria na Cidade do México.
Na operação e em confrontos posteriores, morreram ao menos 27 agentes de segurança, 46 supostos criminosos e uma civil.
Ainda não se sabe qual será o destino final dos restos do chefe do tráfico, nascido em Aguililla, um remoto povoado nas montanhas de Michoacán (oeste). Oseguera também poderá ser enterrado no vizinho estado de Jalisco, onde fundou e fortaleceu o CJNG.
A procuradoria informou que dois supostos seguranças de “El Mencho”, detidos durante a operação, foram transferidos para um presídio de segurança máxima no estado do México, na região central do país.
