Após mais de quatro décadas, exame de DNA identifica mulher morta após desaparecer em 1985 nos EUA

Após mais de quatro décadas, exame de DNA identifica mulher morta após desaparecer em 1985 nos EUA

Fonte: Bandeira



Mais de quatro décadas após o desaparecimento de uma jovem de Nova York, autoridades dos Estados Unidos conseguiram identificar seus restos mortais por meio de exames de DNA.

A polícia de Cape Coral, na Flórida, confirmou que os ossos encontrados por caiaquistas em maio de 2024 pertenciam a Rose Marie Gayhart, que tinha 23 anos quando desapareceu, em março de 1985.

Com a identificação, o caso passou a ser tratado oficialmente como homicídio.

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Segundo a polícia, a confirmação foi recebida em maio deste ano e anunciada na última sexta-feira.

O trabalho contou com a colaboração do Instituto Médico-Legal do Distrito 21 e do gabinete do xerife do condado de Livingston, em Nova York, responsável por obter o DNA de familiares utilizado na comparação genética.

Rose Marie foi dada como desaparecida pelos pais na cidade de Dansville, no estado de Nova York.

Na época, ela vivia e trabalhava na região de Cape Coral e North Fort Myers, no sudoeste da Flórida.

De acordo com a investigação, ela havia se mudado para o estado no fim de 1984.

Após a identificação, investigadores voltaram ao local onde os restos mortais foram encontrados, em um canal na região nordeste de Cape Coral.

Equipes da polícia, do Departamento de Obras Públicas da cidade, dos gabinetes dos xerifes dos condados de Lee e Broward e do Instituto Médico-Legal realizaram novas escavações e buscas com embarcações especializadas para localizar possíveis evidências que possam ajudar a esclarecer o crime.

— Por mais tempo que passe, mesmo após quatro décadas, nossas investigações não param e nossa busca por justiça não termina.

Este caso agora é uma investigação ativa de homicídio, e estamos comprometidos em seguir todas as as pistas — afirmou o chefe da polícia de Cape Coral, Anthony Sizemore, em comunicado.

A irmã da vítima, Laurie Travis, passou décadas tentando descobrir o que havia acontecido com Rose.

Em entrevistas concedidas à imprensa americana antes da identificação dos restos mortais, ela relatou que jamais perdeu a esperança de encontrar respostas sobre o desaparecimento.

Segundo informações divulgadas pelo gabinete do xerife de Livingston, Rose Marie foi vista pela última vez entrando em uma caminhonete vermelha dirigida por um homem cuja identidade nunca foi descoberta.

A informação integra o histórico da investigação, mas as autoridades não divulgaram detalhes sobre possíveis suspeitos.

O caso já havia sido reaberto em 2013, quando organizações e investigadores especializados em crimes sem solução voltaram a analisar o desaparecimento.

Na época, ainda havia a possibilidade de que a jovem estivesse viva.

Embora familiares e antigos vizinhos tenham levantado suspeitas ao longo dos anos sobre as circunstâncias do desaparecimento, a polícia não confirmou oficialmente nenhuma dessas versões.

Até o momento, ninguém foi preso ou acusado pela morte de Rose Marie Gayhart.