Após internação do filho na UTI neonatal, ex-guarda costeiro dos EUA muda de vida e se torna enfermeiro no mesmo hospital
A internação do filho recém-nascido na unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN) transformou completamente os planos profissionais de Nathan Schloegl, ex-membro da Guarda Costeira que trabalhava na área de segurança privada. O episódio, vivido há três anos, o levou a abandonar a antiga carreira e se tornar enfermeiro especializado justamente no setor que acolheu sua família em um dos momentos mais delicados.
Durante participação no programa Today, da emissora NBC, Nathan contou que nunca havia considerado seguir a profissão. “Eu não tinha o menor interesse em enfermagem”, afirmou à apresentadora Sheinelle Jones neste final de semana. A mudança começou após o nascimento de Luca, seu primeiro filho com a esposa, que precisou permanecer seis dias na UTI neonatal.
Confira:
Segundo ele, o susto foi imediato quando o bebê precisou de suporte respiratório. “Eu comecei a ficar com medo. Sinceramente, eu não sabia o que era uma UTI neonatal, e tudo virou uma correria”, relembrou. Nathan disse que não conseguia desviar o olhar do filho e sentia um temor constante de que algo pudesse acontecer. Hoje, Luca tem 3 anos.
O impacto das enfermeiras no momento mais difícil
Enquanto ele, a esposa e as duas filhas enfrentavam a angústia da internação, Nathan encontrou apoio justamente na equipe de enfermagem. Ele destacou a atuação da primeira enfermeira responsável por Luca, que explicou cada procedimento com clareza e ajudou a reduzir sua ansiedade. “A calma e a segurança dela foram o que realmente me tranquilizaram um pouco”, contou.
Depois da alta hospitalar, Nathan decidiu buscar uma profissão que considerasse mais significativa. Em poucas semanas, matriculou-se em uma faculdade comunitária e iniciou a transição de carreira. Atualmente, ele trabalha como enfermeiro na UTI neonatal do Helen DeVos Children's Hospital, da rede Corewell Health, ao lado de profissionais que participaram do cuidado com seu próprio filho.
Ele também acredita que sua aparência, marcada por tatuagens nos braços e distante da imagem tradicional associada à profissão, ajuda a criar uma conexão mais direta com as famílias, especialmente com os pais. “A melhor parte para mim é poder me conectar com esses pais e ter a oportunidade de tentar retribuir o que recebi naquele momento. É um trabalho difícil e emocionalmente intenso, mas estamos lá porque queremos cuidar dos nossos pacientes”, afirmou.
