Após imprensa dizer que general se opõe à guerra no Irã, Trump defende que militar acredita em 'vitória fácil'
Depois de diversas reportagens da imprensa americana afirmarem que o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, General Dan Caine, alertou para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que um ataque prolongado pode trazer consequências, o republicano respondeu.
Segundo ele, em uma publicação na rede social Truth Social, seu principal general não se opõe à guerra.
'A reportagem não atribui esse vasto conhecimento a ninguém e está 100% incorreta. O General Caine, como todos nós, gostaria de evitar uma guerra, mas, se for tomada a decisão de atacar o Irã militarmente, ele acredita que será uma vitória fácil'.
A publicação de Trump surge em meio a especulações sobre se ele ordenará um ataque dos EUA ao Irã nos próximos dias. O presidente americano ameaçou atacar após a violenta repressão iraniana aos protestos em massa contra o regime no mês passado e também já deixou claro que atacaria caso as negociações entre os dois países sobre o programa nuclear iraniano fracassem.
Em reuniões privadas, diz a CBS, Caine aconselhou Trump de que uma campanha militar prolongada contra o Irã poderia ter repercussões significativas, como retaliação de Teerã e seus aliados contra as forças americanas e seus representantes, e poderia se transformar em um conflito prolongado que exigiria tropas e recursos americanos adicionais.
Trump cada vez mais frustrado
Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, e presidente dos EUA, Donald Trump.
AFP PHOTO/KHAMENEI.IR e SAUL LOEB/AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está cada vez mais frustrado com a falta de opções militares para um ataque contra o Irã. Ele foi informado por generais do alto escalão que uma incursão como a contra a Venezuela não teria o mesmo efeito no país persa. A informação é da rede TV CBS News e do site de notícias Axios.
Fontes dentro do governo afirmam que ataques limitados poderiam abrir caminho para um confronto mais amplo e prolongado no Oriente Médio envolvendo os EUA.
A principal impaciência do republicano gira em torno da possível falta de resultados de um ataque. Trump quer que os bombardeios sejam suficientes para fazer os iranianos entrarem nas negociações de vez em termos mais favoráveis aos EUA.
Durante o fim de semana, o enviado especial Steve Witkoff disse em entrevista à Fox News, que Trump está 'curioso' para saber por que os iranianos 'não se renderam'.
NYT: Negociações nesta semana entre EUA e Irã são última tentativa de evitar conflito
Os Estados Unidos e o Irã terão nesta semana, na próxima quinta-feira (26), uma nova rodada de negociações sobre a tentativa de acordo nuclear proposta pelo presidente americano, Donald Trump.
De acordo com uma reportagem do jornal New York Times, essa seria a última tentativa de evitar um conflito pelo lado dos EUA. Se não houver um acordo mínimo, um ataque seria iminente, diz a matéria.
Na mesma publicação, o NYT diz que caso um ataque inicial contra o Irã ou a diplomacia não cheguem aos resultados esperados, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considera realizar ataques mais intensos para retirar os líderes do país.
A decisão sobre o primeiro ataque ainda não foi totalmente determinada. Apesar disso, o republicano busca usar uma pressão, com a presença de uma grande força militar americana no Oriente Médio, para alcançar os resultados e que se chegue a um acordo nuclear. Trump estaria bem inclinado a realizar um 'ataque limitado' nos próximos dias para aumentar essa pressão.
Ali Khamenei, líder supremo do Irã.
KHAMENEI.IR / AFP
Entre os possíveis alvos, diz o jornal, estão a sede da Guarda Revolucionária do Irã até instalações nucleares do país e o local de desenvolvimento de mísseis balísticos.
Em meio a isso, uma nova rodada de negociações pode ocorrer ainda nesta semana, na quinta-feira (26), em Genebra, na Suíça. Uma nova proposta pode surgir na mesa com mais concessões de ambos os lados, especialmente com uma liberação do enriquecimento nuclear limitado para os iranianos, apenas para pesquisa e medicina.
Nesse domingo (22), o Irã se mostrou disposto a realizar concessões no programa nuclear. A agência de notícias Reuters informa que o país já está considerando enviar metade do urânio enriquecido para o exterior e diluir o que restar.
