Após filhas sofrerem racismo no México, jogador francês deixa o América

 

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O atacante francês Allan Saint-Maximin, de 28 anos, tinha contrato com o América do México — clube em que estava desde agosto do ano passado — até junho de 2027. Mas, após denunciar que suas filhas sofreram racismo no país, o atleta deixa o clube. O anúncio foi feito na noite deste sábado pelo clube, que agradeceu ao jogador por ter vestido as cores do time neste período.

"Te desejamos muito êxito em seus futuros projetos", diz trecho do anúncio da despedida. A publicação no X passa de 3,2 milhões de visualizações, menos de 12 horas após sua publicação. Já no Instagram, há mais de 7 mil comentários.

Saint-Maximin, também pelas redes sociais, agradeceu "por tudo" ao América. "Amo todos vocês", escreveu o atleta.

Antes do anúncio oficial, o time foi a campo contra o Necaxa, também neste sábado. Na ocasião, os demais jogadores entraram em campo com uma faixa com a inscrição "Não ao racismo", mesma mensagem estampada nas camisas usadas pelos seus, agora, ex-companheiros de clube.

"Não ao racismo": jogadores entram em campo com mensagem após caso com filhas de Allan Saint-Maximin, que deixa o América do México

Alfredo Estrella / AFP

Depois da partida, o treinador brasileiro André Jardine, que comanda o plantel do América, lamentou a situação vivida pelas filhas de Saint-Maximin.

— Esta semana, foi um dos assuntos que tivemos que discutir. É uma pena. Ele é um grande jogador que estava bem no campeonato, que tem nível para jogar em qualquer liga do mundo — disse o treinador, que também lamentou que o francês "não tenha conseguido se adaptar" ao país.

Ex-atacante do Newcastle e do Monaco, entre outros clubes europeus, Saint-Maximin se juntou ao América em agosto passado, numa das maiores contratações do futebol mexicano em 2025.