Após escândalo com Vorcaro, Cláudio Castro desiste de candidatura ao Senado
Após ser alvo de duas operações da Polícia Federal, entre elas a que apura a relação entre Cláudio Castro e o banqueiro Daniel Vorcaro, envolvendo aportes do Rioprevidência no Banco Master, o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, desistiu da candidatura ao Senado.
Castro comunicou judicialmente ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a decisão de desistir da candidatura ao Senado. Ele afirmou que pretende concentrar esforços na própria defesa diante das duas operações de busca e apreensão das quais foi alvo.
Uma das investigações envolve suspeitas relacionadas à Refinaria de Manguinhos, a Refit. A outra apura a relação de proximidade entre Castro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, além de aportes do Rioprevidência na instituição financeira.
Em março deste ano, Castro renunciou ao cargo de governador para se dedicar a candidatura ao Senado.
Cláudio Castro era apontado como um dos nomes do PL para a disputa ao Senado nas eleições de 2026 no Rio de Janeiro. A pré-candidatura dele foi lançada em fevereiro, em uma composição que também incluía o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), considerado o principal nome do partido no estado.
Com a desistência, agora resta uma vaga para a chapa elencada por Flávio Bolsonaro.
Quem assume a vaga deixada por Castro?
Quando anunciou o deputado estadual Douglas Ruas como pré-candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro em 2026, o senador Flávio Bolsonaro também apresentou os dois nomes cotados pelo partido para a disputa ao Senado: Márcio Canella, então prefeito de Belford Roxo, e o ex-governador Cláudio Castro.
Canella deixou a prefeitura para cumprir o prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral. Já Cláudio Castro renunciou ao governo do estado dentro do prazo previsto pela Justiça Eleitoral para manter a elegibilidade e viabilizar a candidatura ao Senado.
Nos bastidores, porém, Castro já enfrentava um cenário político e jurídico delicado. O ex-governador foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral e tentava reverter a decisão por meio de recursos e pedidos de liminar no próprio TSE, numa tentativa de garantir participação na disputa de outubro.
Com o avanço das investigações, o aumento da pressão interna no PL e o cerco jurídico cada vez mais apertado, Cláudio Castro decidiu desistir da pré-candidatura ao Senado.
