Após escândalo atingir Ciro Nogueira, PT e Flávio Bolsonaro disputam protagonismo da CPI do Master

 

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Após o escândalo do Banco Master atingir o senador e líder do Progressistas Ciro Nogueira, o PT e o senador Flávio Bolsonaro começaram um novo conflito. Eles disputam o protagonismo em torno da proposta da criação da CPI do Banco Master.

De um lado, a base do governo tenta associar as fraudes ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Do outro, Flávio acusa os aliados de Lula de atuarem para frear as investigações no Congresso.

Em vídeo divulgado nesta sexta-feira, o pré-candidato à Presidência pelo PL intensificou as críticas.

O Partido dos Trabalhadores também deve adotar uma ofensiva nas redes sociais. A estratégia envolve publicações de vídeos que pedem a urgência da CPI, relembrando falas como a do deputado Lindbergh Farias.

O Centrão também traça estratégias. A tese a ser defendida é a de que Ciro Nogueira sofre perseguição política como retaliação após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias ao STF.

Segundo a Polícia Federal, Nogueira recebia do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, uma mesada de 500 mil reais. O banqueiro também custeava viagens de luxo.

Em troca, o senador defendia os interesses do banco, chegando a apresentar no Congresso a chamada "Emenda Master", um texto escrito pela própria instituição financeira para adquirir benefícios.

Em nota, o senador se disse indignado com as acusações e se referiu à operação da PF como uma tentativa de manchar a honra dele. Ciro Nogueira vai disputar a reeleição ao Senado.