Após a entrevista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a TV Globo, realizada na noite desta quinta-feira, bolsonaristas passaram a resgatar fotografias do petista com a lobista Roberta Luchsinger.
Ela e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho primogênito do presidente, são investigados por tráfico de influência pela Polícia Federal (PF).
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Ao ser questionado sobre as acusações contra o herdeiro, Lula argumentou que "nunca esteve próximo" de Luchsinger.
Em outro momento, afirmou que nunca se encontrou com a lobista.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula na corrida pela reeleição, foi um dos que repercutiu o tema.
"Mentir é tudo que ele sabe", escreveu o candidato ao Planalto em post que traz duas fotos do rival com a lobista.
Em seguida, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), por exemplo, recuperou uma imagem postada pela própria empresária nas redes sociais, na qual ela aparece ao lado do petista.
"O Lula parece estar um pouco esquecido ultimamente…", escreveu.
O
Outro que seguiu a mesma linha foi o ex-secretário de comunicação no governo Bolsonaro Fabio Wajngarten.
"Conhece ou não conhece?", perguntou.
O senador Jorge Seif (PL-SC) foi mais um aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro a repercutir o assunto.
"Sempre mentindo, não tem jeito", disse.
Durante a entrevista, Lula chamou a lobista de “pilantra” ao comentar o conteúdo de conversas obtidas durante as investigações da PF.
O petista completou:
— Eu não conheço essa moça, essa moça nunca esteve próxima de mim.
A suspeita da Polícia Federal é que Lulinha tenha atuado para abrir as portas do governo para a amiga lobista, que tentava prospectar negócios no Executivo nacional.
Ela era próxima do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, preso sob a acusação de desviar recursos de aposentadorias e pensões.
Neta e herdeira de banqueiros, Luchsinger ficou conhecida em 2017 ao anunciar que iria lançar um movimento de apoio financeiro a Lula, que na época era ex-presidente e havia tido as contas bloqueadas pelo então juiz Sergio Moro no âmbito da Operação Lava-Jato.
Na ocasião, ela chegou a divulgar uma doação pessoal de R$ 500 mil ao petista.
Em 2018, se candidatou a deputada estadual pelo PT em São Paulo, mas não se elegeu.
