Após descarte irregular, 9,6 toneladas de peixes mortos chegam à Praia da Barra
Uma grande quantidade de peixes mortos na areia da Praia da Barra, entre os postos 6 e 7, impressionou banhistas na manhã desta segunda-feira (9). Segundo a Comlurb, foram recolhidas 9,6 toneladas deles, em uma operação que mobilizou 25 garis e um trator de praia. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) informou que o episódio está relacionado ao descarte irregular de espécies de menor valor econômico próximo à área de arrebentação. Os peixes chegaram à praia levados pela maré.
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Os peixes que amanheceram na praia são da espécie corvina. Em entrevista ao portal g1, o biólogo Marcelo Szpilmann, diretor-presidente do AquaRio, afirmou que há indício de pesca ilegal ou predatória.
-- Em operações de pesca industrial, como a realizada por traineiras que buscam sardinha para uso posterior na pesca de atum ou bonito, é comum que outras espécies acabem presas às redes. Quando isso acontece, esses peixes podem ser descartados ainda no mar por não terem valor comercial ou interesse para a embarcação -- explicou ele.
O Inea, que monitora as condições de balneabilidade das praias em todo o estado e divulga boletins semanais, afirmou ainda que não há indícios de piora da qualidade da água na altura dos postos 6 e 7 da Praia da Barra por conta do episódio.
Procurada, a Polícia Civil não respondeu até o momento se irá investigar o caso e apurar as responsabilidades ambientais dos autores do descarte irregular.
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