Após deixar defesa de Ciro Nogueira, advogado diz que não votaria no senador: 'votaria no PT'

 

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O advogado Antônio Carlos de Almeida, conhecido como Kakay, deixou a defesa do senador Ciro Nogueira no caso que investiga suposta atuação em favor de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no Congresso. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (11).

A defesa do parlamentar passou a ser conduzida pelo advogado Conrado Gontijo, afilhado de Kakay.

Mais cedo, em entrevista ao portal Metrópoles, Kakay afirmou que, se votasse no Piauí, não escolheria Ciro Nogueira nas eleições. O advogado disse que evita discutir política com clientes e que suas conversas são restritas a questões técnicas.

“Eu não converso sobre política porque, se votasse no Piauí, não votaria nele. Votaria no PT. É a mesma coisa em Brasília: não converso sobre política com o Ibaneis porque também não votaria nele, votaria nos candidatos da esquerda. Vi a declaração dele, mas sou advogado e trato de questões técnicas. Tenho clientes de quem gosto e que respeito, mas não converso sobre política com eles", declarou.

Apesar da declaração, o senador negou qualquer desgaste na relação com o advogado. Segundo Ciro, a saída ocorreu sem conflitos e ele continuará grato a Kakay, a quem chamou de “grande amigo”.

Em nota divulgada pela manhã, o escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados informou que a decisão de encerrar a atuação ocorreu “em comum acordo” com o senador. Mais tarde, a banca afirmou que não comentaria os motivos da renúncia por questões éticas e pelo dever de sigilo entre advogado e cliente.

Ciro Nogueira foi alvo da quinta fase da Operação Complice Zero, da Polícia Federal. Segundo as investigações, o senador teria recebido valores mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil para atuar em favor de interesses ligados a Vorcaro no Congresso.